Opinião/Informação:
Enquanto o interior do Amazonas segue sem o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e enfrenta dificuldades na política ambiental, o titular da SEMA participa de agendas internacionais defendendo o “combate à pobreza” e prometendo, novamente, soluções para o futuro. O “futuro” dele não chega nunca. Ele está na Colombia e já de malas prontas para a Hungria. Até quando? Se eu fosse o governador perguntaria dele o que avançou a partir da COP de Belém? Absolutamente nada para o caboclo. Para a COP da Hungria tem que ir um amazonense da UFAM e/ou UEA. Vale lembrar que ele está à frente da secretaria há quase oito anos. São 13 anos de pessoas ligadas à FAS comandando a política ambiental do Estado, mas os resultados estruturantes continuam ausentes. Recebi vídeos dos stories do titular da SEMA e parte de sua equipe. O que tem na SEMA que passa a ser vergonhosa a puxação de saco no atual governador? já esqueceram o Wilson e outros. Se tivesse feito o que escrevo abaixo certamente estaria reconhecendo, mas nada fez em 7 anos.
Alguns exemplos:
- O ZEE permanece sem conclusão;
- O Guardião da Floresta (antigo Bolsa Floresta) atende poucos beneficiários, com pagamentos baixos e atrasados;
- O licenciamento ambiental continua lento;
- As comunidades ainda não receberam benefícios concretos de projetos de REDD+ e créditos de carbono;
- O plano de enfrentamento às queimadas não existe;
- O diálogo com o setor produtivo segue limitado.
Além disso, há questionamentos em andamento. O Ministério Público de Contas analisa a parceria entre SEMA, FAS e o Banco KfW, enquanto o MPF suspendeu projetos ligados a REDD+ e créditos de carbono e investiga o Projeto Médio Juruá. O Amazonas possui profissionais qualificados, formados pela UFAM e pela UEA, capazes de formular políticas públicas eficientes, captar recursos e conciliar preservação ambiental com geração de renda. O que o Estado precisa agora são resultados concretos, e não apenas discursos e promessas para um futuro indefinido.
THOMAZ RURAL


