Opinião/Informação:
Em 2018, tive a oportunidade de dialogar com o então candidato ao governo, Wilson Lima, sobre a implementação de um programa estruturado de redução do desperdício de alimentos no Amazonas. Com a nomeação de Petrúcio Magalhães e sua equipe para a SEPROR, o programa foi concebido e, posteriormente, consolidado por meio de uma lei sancionada pelo governador.
Contudo, é preciso registrar com pesar que, ao longo do tempo, essa ação foi inexplicavelmente esvaziada. Tal cenário é inadmissível: o desperdício de alimentos continua alarmante, desde a produção no campo até as prateleiras dos supermercados, contrastando dolorosamente com a realidade de inúmeros amazonenses que ainda enfrentam a FOME.
A ideia é simples, de fácil execução e conta com técnicos no Estado que possuem total domínio sobre o processo. Por isso, manifesto minha expectativa em relação aos atuais candidatos ao governo: quero saber o que pensam sobre essa estratégia fundamental de combate à fome.
Para fomentar esse debate, aproveito para destacar o modelo francês, que desde 2016 é referência mundial. Na França, supermercados com mais de 400 metros quadrados são obrigados por lei a doar alimentos próximos ao vencimento para instituições de caridade, proibindo o descarte deliberado de itens próprios para consumo. É um exemplo de como a legislação pode transformar o setor privado em um agente ativo contra a fome. O Amazonas não pode ficar para trás.
O SESC, através do Programa MESA BRASIL, é parceiro estratégico nessa ação, inclusive com depósito pronto e grande.
THOMAZ RURAL





