Opinião/Informação:
Em uma postagem da futura dirigente da FAS, Valcleia Lima, chamou minha atenção a presença do secretário estadual do Meio Ambiente, o carioca Eduardo Taveira, na comemoração dos 18 anos da Fundação Amazonas/Amazônia Sustentável.
Tenho afirmado há algum tempo que a política ambiental do Amazonas mantém, há mais de uma década, forte influência de pessoas ligadas ao chamado setor das ONGs ambientais. O atual titular da SEMA possui trajetória profissional vinculada à FAS, o que reforça a percepção de proximidade entre a secretaria e a organização.
Enquanto isso, o interior do Amazonas continua enfrentando enormes dificuldades. Falta crédito para o produtor rural, os benefícios econômicos do REDD+ e crédito de carbono não saíram das promessas, o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) permanece pendente, e os indicadores sociais do interior seguem entre os piores do país.
A imagem divulgada reforça o debate sobre a relação entre a FAS e a SEMA, já de olho pelo MPC e MPF, especialmente diante das parcerias e dos recursos públicos e privados destinados à agenda ambiental ao longo dos últimos anos. Mais do que comemorações, a população do interior espera resultados concretos na melhoria da qualidade de vida de quem conserva a floresta e produz no Amazonas.
Continuarei fazendo a minha parte: questionando, cobrando transparência e defendendo que os benefícios da conservação ambiental cheguem, de fato, ao caboclo, ao agricultor, ao pescador e às famílias do interior do Amazonas.
É muita cara de pau comemorar o caos do caboclo no Amazonas, incluindo as Unidades de Conservação, e um bolsa miséria que ficou 14 anos em 50 reais apesar dos mais de 500 milhões que entraram nessa ONG. Sigo fazendo a minha parte.
THOMAZ RURAL



