O que mantém o secretário da SEMA no cargo?

Opinião/Informação:

Não sou apenas eu. Vários leitores do Thomaz Rural perguntam o que explica a permanência do atual titular da SEMA no cargo por 7 anos diante do caos ambiental no Amazonas. Aqui nada anda, só os ilícitos.

A dúvida surge porque, diferentemente de outros órgãos do governo, não se conhece publicamente uma base de apoio político ou parlamentar que sustente sua permanência.

Os questionamentos são muitos. O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Amazonas, compromisso assumido na campanha de Wilson Lima, continua sem sair do papel. Até hoje, o caboclo amazonense não viu um centavo dos discursos envolvendo REDD+ e crédito de carbono. O licenciamento ambiental segue sendo alvo de críticas por parte de empreendedores que reclamam da demora dos processos e acabam direcionando investimentos para outros estados.

O evento Eco Amazônia mostrou a baixa geração de renda nas Unidades de Conservação. Paralelamente, o Ministério Público Federal já recomendou parar o REDD+ e CRÉDITO DE CARBONO do Estado. Também existem investigações conduzidas pelo Ministério Público de Contas envolvendo relações institucionais entre SEMA, FAS, banco KfW e a aplicação de recursos milionários.

Outro ponto frequentemente lembrado é que o atual secretário veio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), organização historicamente associada a posições contrárias ao asfaltamento da BR-319. Soma-se a isso o atraso no programa Guardiões da Floresta. O que chega das comunidades é a informação de que muitos pagamentos dependeriam da entrada de recursos provenientes de projetos de crédito de carbono.

Há ainda quem sustente que a permanência do secretário esteja ligada às expectativas envolvendo o mercado privado de carbono e à captação de recursos internacionais que não mudou a realidade do interior.

Minha posição é clara: se eu fosse governador, buscaria um quadro técnico amazonense, formado pela UFAM ou pela UEA, para comandar a política ambiental pública do estado. Há mais de uma década a área ambiental estratégica do Amazonas é ocupada por pessoas oriundas do universo das ONGs, especialmente da FAS, mineiro e carioca, amigos da Marina e do PT. Não temos amazonense competente para o cargo?

O Amazonas precisa de uma política ambiental que preserve a floresta, mas que também gere renda, oportunidades e desenvolvimento para quem vive nela. Os nossos IDHs mostram que está tudo errado. Caos total no Amazonas.

Sigo fazendo minha parte.

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