Opinião/Informação:
Dinheiro internacional vindo de países que já derrubaram suas florestas, perderam grande parte de sua cobertura vegetal e continuam entre os maiores emissores de poluição do planeta precisa chegar diretamente à conta dos caboclos, ribeirinhos, indígenas e produtores rurais que mantiveram a floresta em pé.
Não importa se essas famílias recebem aposentadoria, seguro-defeso ou qualquer outro benefício social. O serviço ambiental que prestaram e continuam prestando ao mundo tem valor próprio e merece remuneração justa.
Esse pagamento precisa ser muito superior ao que, muitas vezes, é gasto com estruturas administrativas, consultorias, viagens, eventos, planos de saúde e altos salários de organizações (ONGs) que falam em nome da Amazônia, mas não vivem a realidade de quem está dentro dela.
Como costuma afirmar o senador Plínio Valério, há quem viva “nababescamente” nessas ONGs às custas do discurso ambiental, enquanto milhares de amazônidas seguem sem acesso à dignidade que merecem.
O Amazonas precisa de um governador ou governadora com coragem para defender que os recursos internacionais destinados à proteção da floresta tenham como prioridade absoluta quem realmente preserva: o povo da floresta. A razão é simples: A floresta já está em pé, e os que eles precisam são itens como água potável, energia solar, celular, internet, sementes, mudas, ATER virtual e o tão enrolado ZEE que falsos ambientalistas não querem no Amazonas.
Já passou da hora de interromper o ciclo em que milhões de reais circulam em projetos, editais, encontros e burocracias sem transformar a vida de quem vive na Amazônia. O que essas famílias precisam não é de mais discursos. Precisam de renda, reconhecimento e dignidade. Afinal, são elas as verdadeiras guardiãs da floresta que o mundo diz querer proteger.
THOMAZ RURAL


