O Veto da UE e a Covardia dos Calados

Opinião/Informação:

Essa decisão da União Europeia de vetar a carne e outros produtos brasileiros a partir de setembro expõe o que o setor produtivo já sabe há anos: o uso de justificativas sanitárias e ambientais como puras barreiras não tarifárias. O suposto ‘cuidado’ com o uso de antimicrobianos ou com a preservação é, na verdade, um mecanismo de protecionismo econômico disfarçado, desenhado para blindar os produtores europeus — altamente subsidiados e ineficientes em termos de sustentabilidade comparativa — contra a competitividade do agro brasileiro.

O que estamos vendo é a geopolítica do estômago. Países europeus financiam fundos ambientais e utilizam redes de ONGs e influenciadores locais não por filantropia, mas como ferramentas de monitoramento e pressão política para travar o crescimento do Brasil e, especificamente, o desenvolvimento da Amazônia. Se a preocupação deles fosse genuinamente ambiental ou de saúde global, estariam focados em recuperar as suas próprias florestas devastadas.

Enquanto o bloco europeu impõe restrições severas que ameaçam arrastar estados produtores como o Amazonas para o retrocesso econômico, choca o silêncio covarde de autoridades, celebridades e lideranças brasileiras. A narrativa sempre foi sobre mercado, mercado e mercado; a pauta verde e a vigilância sanitária são apenas os escudos ideológicos de uma Europa que teme a nossa eficiência produtiva.

O parlamento do Amazonas precisa abrir CPI regional para saber como as ONGs aqui instaladas estão trabalhando. Elas são forte economicamente e aliadas do atual governo federal, via Marina Silva. Fazem tão mal ao Norte que a acreana Marina vai se candidatar por São Paulo.

THOMAZ RURAL

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