Opinião/Informação:
Essa senhora Marina Silva brinca com o povo da própria região, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na prática, já entregaram boa parte da nossa floresta aos interesses de parceiros europeus e agora querem vender como grande solução para o caboclo da Amazônia o chamado Bolsa Verde (que já existe desde 2011), que paga apenas R$ 6,66 por dia para que nossos irmãos do Norte mantenham a floresta em pé. Um valor de miséria.
O mais imoral é que esse programa contempla somente 0,46% da população da Região Norte. Marina Silva domina muito bem as narrativas e, por isso, evita citar o valor real pago pelo benefício em suas redes sociais. Prefere destacar os 81 mil beneficiários para impressionar os desinformados. Como não sou um deles, fiz as contas: esses 81 mil representam apenas 0,46% da população nortista.
Em resumo: mesmo com bilhões entrando no Brasil por meio de fundos e acordos internacionais ligados à pauta ambiental, não aumentaram nem o valor pago, nem o número de famílias contempladas pelo serviço ambiental prestado pelo povo da floresta.
Além disso, Marina Silva não concluiu o ZEE do Amazonas, instrumento fundamental previsto na Política Nacional de Meio Ambiente; voltou a enrolar a BR-319; e ainda foi se candidatar por São Paulo. É muita incoerência.
O presidente Lula que se apresenta como defensor dos “pobres” aceita pagar essa miséria ao povo da floresta, enquanto quem realmente preserva continua sem valorização justa. O caboclo amazônida precisa acordar e cobrar valores dignos pelo que faz. Porque, até agora, quem mais ganha com essa estrutura são ONGs e a militância política, enquanto o povo da floresta segue recebendo migalhas. Se você é militante do PT e não recebe nada de ONGs, corra, mas corra rápido, pois tem gente ganhando com consultorias, viagens, encontros de liderança e outras coisas mais. Deixe de ser otário, corra para pegar a fatia do bolo.
THOMAZ RURAL



