Opinião/Informação:
Quem acompanha meus artigos no Jornal do Commercio e no meu portal Thomaz Rural sabe que o tema “crédito de carbono” é uma pauta recorrente em minhas análises. Não é de hoje que bato nessa tecla, alertando para os riscos e as fragilidades desse mercado no Amazonas. Sempre ressaltando que o caboclo que preservou a floresta em pé ainda não viu o “cheiro” desse dinheiro. Só promessas!
Hoje, o jornalista Ronaldo Tiradentes levantou e divulgou um verdadeiro ESCÂNDALO envolvendo esse tema em áreas estratégicas do Amazonas. A denúncia ganha ainda mais corpo com a matéria da Folha de S. Paulo, que expõe irregularidades em municípios como Carauari e Apuí. Se o Ronaldo “puxar a linha desse carretel”, acredito que virá à tona um esquema de proporções alarmantes e vai estancar o que já está caminhando. A fundamentação para essas denúncias já está documentada:
- No MPF-AM: Basta uma pesquisa rápida no site do Ministério Público Federal para encontrar investigações em curso que questionam “assédio por carbono” em Carauari e, penso eu, não é área do que foi levantado pelo Manhã de Notícias;
- Decisões Judiciais: É importante lembrar que os projetos de carbono do Governo do Amazonas foram paralisados pela Justiça. O Judiciário entende que há questões fundamentais de soberania e direitos territoriais que não podem ser atropeladas pelo apetite do mercado.
O que estamos vendo em Carauari e Apuí é o reflexo de um mercado que, sem a devida fiscalização, vira campo fértil para abusos. O “crédito de carbono” não pode ser uma nova roupagem para velhas práticas de exploração. Abaixo, reuni matérias e documentos extraídos do G1, do MPF e do Thomaz Rural que detalham a gravidade desses fatos e mostram que o alerta que faço há tempos, infelizmente, está se concretizando como um escândalo anunciado.
THOMAZ RURAL





