Opinião/Informação:
E acredito porque já vi resultados concretos com a pimenta murupi e a mandioca, envolvendo produtores rurais que passaram a ter mercado garantido e preço digno por seus produtos. A ligação é direta: indústria e produtor rural, sem intermediários! É assim que deve ser, sempre!
Por outro lado, continuo sem acreditar na bioeconomia defendida por determinadas ONGs e ongueiros. Fala-se em bilhões de reais destinados a projetos na Amazônia, mas os resultados apresentados, na minha avaliação, estão muito distantes das reais necessidades de quem vive no interior e mantém a floresta em pé.
Só mudarei de opinião quando a ALEAM instalar uma CPI para investigar essa realidade. É preciso confrontar os relatórios dessas organizações com o que efetivamente chegou às comunidades. Pegar os documentos, ir ao interior, ouvir os moradores e conferir, na prática, o que foi feito, quanto custou e quem realmente foi beneficiado.
E tem mais: investigar a aplicação dos recursos e, havendo indícios que justifiquem a apuração, a evolução patrimonial dos responsáveis por essas organizações também é fundamental. Esse detalhe não pode passar batido!
A bioeconomia precisa gerar emprego, renda, produção e dignidade para quem vive na Amazônia. Não pode servir apenas para produzir relatórios, captar recursos e alimentar discursos!
Leia a matéria publicada neste fim de semana no jornal A CRÍTICA, destacando a trajetória da Virrosas e sua aproximação com os produtores rurais do Amazonas. O CEO da empresa é Pedro Monteiro.
THOMAZ RURAL



