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“Nunca recebi um CENTAVO, tiro dinheiro do Bolso”…”trabaho há 16 anos nessa atividade…”.

Opinião/Informação:

Cada vez mais, meu Portal/Blog THOMAZ RURAL vem servindo de apoio e dando voz a quem realmente quer trabalhar e produzir no interior do Amazonas. Fico feliz quando recebo mensagens como a dessa produtora rural da comunidade Santo Antônio, no Lago do Mamori, município de Careiro Castanho.

Mas, ao mesmo tempo, fico indignado com a realidade que ela relata: há 16 anos trabalhando na preservação dos quelônios, sem nunca ter recebido um centavo por esse serviço ambiental. Pior: segundo ela, os próprios moradores tiram dinheiro do bolso para pagar gasolina e realizar os eventos de soltura. Isso é justo? Quem preserva não merece ser remunerado? Já estamos indo para a COP-31 e nada acontece por aqui, apenas viagens de puro TURISMO.

Sempre defendi que nosso caboclo, ribeirinho e produtor rural precisam de dignidade, água potável, energia elétrica, sinal de celular, internet e, principalmente, atividades que REMUNEREM, que coloquem dinheiro no bolso.

Não podemos aceitar que os recursos destinados à proteção ambiental fiquem concentrados em estruturas administrativas, consultorias de ONGs, projetos e atividades acadêmicas, sem que os benefícios cheguem efetivamente às comunidades.

Não sou contra professores, pesquisadores ou organizações sérias. Sou contra discursos e narrativas que mantêm nosso povo pobre, isolado e sem oportunidades, enquanto outros são remunerados para falar em nome de quem vive na floresta.

São tantas ONGs, tantos projetos e tantos milhões anunciados! Mas quanto desse dinheiro chega ao bolso de quem realmente preserva?

O relato dessa produtora sobre os quelônios é apenas um exemplo de uma realidade muito maior. São milhares de caboclos e ribeirinhos que prestam relevantes serviços ambientais, mas continuam enfrentando enormes dificuldades.

As mensagens que recebi estão reproduzidas na imagem que acompanha esta publicação. Elas merecem respostas, especialmente sobre o pagamento por serviços ambientais e o apoio efetivo às comunidades.

O espaço do THOMAZ RURAL está aberto aos órgãos ambientais, às ONGs e aos financiadores desses projetos. Quero números, valores em reais, resultados e prestação de contas!

Quem mantém a floresta em pé também precisa ter dinheiro no bolso e qualidade de vida. Preservar a natureza não pode ser sinônimo de viver na pobreza!

O TEATRO AMBIENTAL que envolve o Amazonas precisa acabar. E os que ganham dinheiro com esse TEATRO devem ser afastados desse meio. Cadê a BIOECONOMIA?

THOMAZ RURAL

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