Opinião/Informação:
Considerações sobre o pronunciamento de Belisário Arce:
Concordo integralmente com a análise de Belisário Arce no tocante ao sufocamento da economia do Amazonas por uma agenda ambiental doméstica pautada por pressões externas. A situação agravou e chegamos a essa caos em razão do Amazonas ter tido ongueiro na área ambiental pública por mais de uma década. Não fizeram o ZEE, nem o Plano de Adaptação Climática. Contudo, divirjo de sua afirmativa de que as queimadas registadas no estado decorram de atividades de pastagem, pecuária ou cultivo agrícola.
Recompartilho a entrevista do ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, na qual são identificados os reais agentes do desmatamento na região — comprovando que a motivação não é a produção agropecuária.
Cabe ressaltar que o Código Florestal autoriza a utilização de 20% da área para atividades econômicas, enquanto o Amazonas ostenta a marca de 97% de seu território preservado. O cenário crítico atual é agravado por uma severa estiagem — fruto da irresponsabilidade de países altamente poluidores que afetam o clima global.
Eventuais atos ilícitos de queimada devem ser rigorosamente apurados e punidos pela lei. Todavia, não se pode atribuir essa responsabilidade ao trabalhador rural e ao caboclo amazonense, historicamente guardiões da floresta, que hoje sofrem diretamente os impactos da fumaça em sua saúde. Reitero, por fim, que pesquisas da EMBRAPA comprovam a viabilidade da agropecuária sustentável em nosso estado.
THOMAZ RURAL


