Opinião/Informação:
Será que o principal dirigente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) está no interior do Amazonas ajudando a combater os incêndios, ou segue bem longe daqui, respirando ar puro e longe da fumaça?
Ao navegar pelas redes sociais de ONGs, como a FAS e o Idesam, não se encontra um posicionamento firme ou ações concretas sobre o drama vivido por nossos povos e comunidades tradicionais. Crianças, idosos, ribeirinhos, indígenas, quilombolas, extrativistas, pescadores e produtores rurais estão perdendo suas casas, suas produções e a própria saúde ao inalar a fumaça que encobre a região.
Onde estão as cobranças públicas ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema)? Por que não cobram a falta de um Plano de Adaptação Climática ou a implementação efetiva do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) — este último, um instrumento essencial da Política Nacional do Meio Ambiente? Talvez essa incômoda omissão e a falta de cobrança se expliquem pelo histórico de portas abertas e parcerias diretas, já que a própria Sema foi comandada por gestores oriundos do setor não governamental e ligados à própria FAS. No instagram do IDESAM tem, pelo menos, uma tímida cobrança de um PLANO para o Amazonas.
Enquanto o silêncio reina em certos gabinetes e redes sociais bem produzidas, este espaço continua firme no seu compromisso: aqui, quem vive e produz no interior tem voz e vez. É crescente o número de denúncias e apelos que nosso Portal recebe todos os dias das comunidades do interior. Não nos calaremos diante do descaso. A palavra “pessoas” aparece nos dois endereços.
THOMAZ RURAL




