Opinião/Informação:
Ouçam o que disse o jornalista Carlos Tramontina sobre o que vem acontecendo no Amazonas. Ele toca em um ponto que os chamados falsos ambientalistas sequer sonham em mencionar: a possibilidade de combustão espontânea em meio à seca e ao calor extremos. Esses ambientalistas só falam em desmatamento e insistem em colocar a culpa no produtor rural. Mas e os outros fatores? E a seca extrema? E o calor? Por que não discutem o problema de forma ampla, técnica e responsável? Cadê os falsos ambientalistas? Cadê os militantes radicais petistas aliados de ONGs? Comeram abiu? E o ex-titular da SEMA, ligado à ONG FAS, que permaneceu quase oito anos à frente da secretaria? Por que não entregou o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) nem o Plano de Adaptação Climática de que o Amazonas tanto precisa? O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e o Ministério Público Federal (MPF) precisam cobrar explicações sobre os resultados dessa gestão e a aplicação dos recursos públicos destinados à área ambiental. Afinal, como explicar tantos anos de gestão sem instrumentos fundamentais para o planejamento territorial e o enfrentamento das mudanças climáticas? Será que destinar cerca de R$ 25 milhões a consultorias era mais prioritário do que preparar o Amazonas para enfrentar os efeitos da seca, do calor e dos incêndios? E o Plano de Bioeconomia, sem o ZEE e sem um Plano de Adaptação Climática efetivo, fazia sentido como prioridade? Não seria necessário organizar primeiro o território, planejar o uso dos recursos naturais e preparar o estado para os desafios que já estamos enfrentando? É correto o MP-AM querer esclarecimentos sobre a contratação do avião para combater incêndios. Transparência e fiscalização são indispensáveis. Mas a fiscalização não pode se limitar a uma contratação: precisa alcançar também os resultados de quase oito anos de gestão da SEMA. Precisamos de respostas sobre a ausência do ZEE, do Plano de Adaptação Climática e de uma estrutura adequada para combater incêndios. Precisamos, ainda, de esclarecimentos sobre os gastos com consultorias e sobre os resultados concretos das iniciativas ambientais e da participação em conferências internacionais, inclusive as COPs. Afinal, depois de tantos anos, tanto dinheiro e tanta exposição internacional, o que efetivamente mudou para proteger o Amazonas e sua população? Não podemos aceitar que o produtor rural seja sempre apontado como culpado, enquanto as responsabilidades do poder público e os resultados das políticas ambientais deixam de ser devidamente questionados.
O Amazonas precisa de menos discurso, menos propaganda e mais planejamento, prevenção, transparência e ação.
O caboclo, o produtor rural e a população de Manaus não podem continuar pagando o preço da falta de planejamento e de políticas públicas eficazes.
MP-AM e MPF: cobrem respostas, fiscalizem os recursos e apurem as responsabilidades, respeitando o devido processo legal.
ACORDA, AMAZONAS! A FLORESTA PRECISA SER PRESERVADA, MAS O SER HUMANO TAMBÉM PRECISA SER PROTEGIDO!
THOMAZ RURAL


