Opinião/Informação:
O Estado do Amazonas já nasce administrativamente engessado. Como mostram os dados recentes, o estado concentra a maior área de Unidades de Conservação do país (cerca de 377 mil km²) somada a extensas Terras Indígenas. Nesse cenário, a oposição de setores ambientalistas à implementação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) deixa de ser um mero debate técnico e passa a ser uma estratégia de conveniência. Sem o ZEE — o instrumento que delimitaria com clareza o que pode ser produzido, preservado ou desenvolvido —, o território permanece em um vácuo jurídico permanente. Manter o Amazonas sem zoneamento facilita a expansão contínua de novas reservas e restrições por “canetada”, impedindo o interior de gerar emprego, renda e autonomia. O resultado é um estado sufocado pelo imobilismo, onde a ausência de planejamento serve perfeitamente aos interesses de quem prefere ver a Amazônia intocada à custa do desenvolvimento de quem vive nela.
THOMAZ RURAL


