Opinião/Informação:
Essa imagem é de Manaus, ontem à noite, após o incêndio na região de Iranduba. Cadê os atores globais? Cadê as ONGs ambientalistas? Cadê a militância ambientalista? Cadê a Europa? Cadê os financiadores do Fundo Amazônia?
Enquanto isso, o Amazonas enfrenta fumaça, incêndios, rios secando, isolamento logístico e uma BR-319 tomada por lama e poeira.
Não podemos aceitar que as prioridades do nosso Estado sejam definidas de longe, sem considerar a realidade de quem vive aqui.
Acordem, amazonenses!
A eleição é domingo. Observem quem fala, quem se posiciona e quem permanece em silêncio diante das grandes questões ambientais e econômicas que afetam o nosso Estado. Quem mais contribuiu historicamente para o aquecimento global não foi o caboclo amazonense nem a nossa indústria. O debate climático precisa considerar também a responsabilidade histórica das grandes economias emissoras e, principalmente, garantir que as soluções não sejam construídas às custas da população amazônica.
Rios secando, fumaça sufocando Manaus, BR-319 em condições precárias e um custo logístico elevado atingem todos: consumidor, produtor rural, comércio, serviços e indústria.
ACORDA, AMAZONAS!
Precisamos nos impor, estabelecer as nossas prioridades e colocar o nosso povo no centro das decisões.
Não podemos continuar aceitando que prioridades definidas de fora tenham mais peso do que as necessidades de quem vive aqui.
FAZ SENTIDO nossas crianças e nossos idosos respirarem um ar como o de ontem em Manaus? Cadê o avião para apagar incêndios?
Eu não acho.
O Amazonas precisa ser ouvido. E precisa decidir suas próprias prioridades.
THOMAZ RURAL
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