Opinião/Informação:
Vejam, abaixo, quanto aproximadamente a ONG IDESAM já movimentou em recursos financeiros. Além desses, deve haver montantes expressivos oriundos de cooperações da Europa e dos Estados Unidos. A nova composição dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa precisa instaurar uma CPI para checar, na ponta, o quanto a vida do ribeirinho realmente mudou, se mudou, com esses milhões e se os resultados foram compatíveis com o volume de recursos empregados. No âmbito do PPBio — considerando que os percentuais de gestão incidentes sobre os mais de R$ 200 milhões coordenados já devem ter injetado algo em torno de R$ 20 milhões no caixa da instituição —, a sociedade precisa saber em que isso se transformou em renda real para quem oferta a matéria-prima para esses projetos de produtos regionais. Em síntese: é preciso auditar o CPF de quem forneceu, quanto recebeu, se o pagamento foi justo e se a cadeia produtiva realmente se ajustou. Outro detalhe fundamental é que o governo estadual precisa acompanhar essas ações com grande proximidade.
- Fundo Amazônia: O IDESAM executou projetos como o Cidades Florestais, que contou com um valor total aprovado e contratado de R$ 11.973.174,92 via BNDES.
- PPBio (Recursos da Indústria / Lei de Informática da Suframa): Como entidade coordenadora, o IDESAM já canalizou e coordenou a gestão de um montante superior a R$ 205 milhões em investimentos de P&D aplicados em projetos da bioeconomia.
- Percentuais de Custo Incorrido do IDESAM por Projeto: Conforme o regulamento oficial do programa, a instituição retém percentuais incidentes sobre o valor total do projeto para cobrir custos de gestão e coordenação, de acordo com o arranjo de execução:
- Execução direta por ICT: 10% destinados ao IDESAM e 10% à ICT.
- Execução por Startup Incubada: 10% destinados ao IDESAM e 10% à Incubadora.
- Execução por Startup Acelerada: 20% destinados integralmente ao IDESAM.
Na postagem que vi hoje, divulgo link abaixo, fala em focos de calor e plantar árvores. Fala em CARBONO NEUTRO, mas não fala do bolso do caboclo que preservo a floresta ao mundo. Enquanto esses dados do “bolso do caboclo” não for divulgado eu estarei sempre cobrando. Afinal, são milhões e até bilhões para ONGs. É bom saber o nome das empresas e proprietarios dessas empresas beneficiadas pelo PPBio, pelos R$ 200 milhões. Penso que essa maior transparência seja boa para a própria ONG diante de comentários que recebo. Este espaço sempre esteve e continua aberto para o contraditório.
THOMAZ RURAL



