Opinião/Informação:
Abaixo, divulgo o resumo das consultorias previstas na parceria entre SEMA, FAS e KfW.
Enquanto o Amazonas enfrenta graves problemas ambientais e a população do interior continua cobrando soluções para ter uma vida digna, cerca de R$ 25 milhões estão previstos apenas para consultorias. Nos pedidos de direito de resposta, a FAS alega ser apenas a “executora administrativa, financeira e técnica”.
Fica a pergunta: se a FAS executa financeiramente, seria o seu papel apenas pagar contas e cumprir ordens da SEMA? É difícil acreditar, mas é o que afirma a ONG FAS. Toda a demanda parte da SEMA, e os R$ 25 milhões em questão vêm da gestão anterior, do ex-secretário Eduardo Taveira, que já foi da ONG FAS.
O governador Roberto Cidade precisa se impor e exigir que prioridades reais — como a contratação de aeronaves, fornecimento de água tratada, Zoneamento Ecológico-Economico (ZEE), energia solar, internet e apoio à produção agropecuária — sejam o foco desses recursos que chegam ao Amazonas. Quem preservou a floresta em pé não pode ficar esperando o resultado dessas CONSULTORIAS e aguardando ranchos.
Espero que a nova gestão da SEMA volte os olhos para quem realmente preserva a floresta para o mundo. Hoje, as prioridades estão invertidas. Além disso, sempre que o edital permitir, o Estado deve assumir diretamente a recepção dos recursos, eliminando intermediários cuja função se resume à execução financeira, segundo resposta da ONG FAS.
Apesar de algumas tentativas, nada vai calar a defesa do amazonense que preservou o verde ao mundo. Aqui sempre teve e continuará tendo direito ao contraditório.
THOMAZ RURAL


