Opinião/Informação:
Eu tenho em arquivo o que “elas” disseram que fizeram, mas no papel cabe tudo. Tem que ir na ponta para saber o que realmente chegou, quanto foi e qual o resultado. Só por amostragem já resolve.
Quando o discurso ambientalista se transforma em uma indústria de captação de recursos, o que costuma acontecer é isso:
- ONGs captam milhões em editais, fundos internacionais e doações.
- O dinheiro circula entre consultorias, viagens e relatórios sofisticados.
- Para quem está na ponta — o produtor rural, o ribeirinho, o indígena, a comunidade que de fato mantém a floresta em pé ou produz com sustentabilidade —, sobra pouca coisa ou quase nenhuma melhoria real de infraestrutura, renda e qualidade de vida.
Na prática, muitas vezes o “capitalismo verde” ou o “mercado de carbono” correm o risco de se tornarem uma nova roupagem para velhas práticas de exploração e paternalismo, onde a floresta e o homem que nela vive servem apenas como ativos de marketing para melhorar a imagem de grandes corporações ou garantir o sustento de intermediários. É só Omar, David, Maria do Carmo e Roberto Cidade acessarem o site do MPF-AM pesquisando sobre o PROJETO MEJURUÁ em Carauari.
Sem valorizar a produção local, garantir segurança jurídica (ZEE esquecido pelos ambientalisas), assistência técnica de verdade e retorno financeiro direto para quem preserva, qualquer iniciativa ambiental vira apenas fachada.
THOMAZ RURAL



