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Professor Marcos Maurício aponta falta de mudanças estruturais frente às queimadas e à estiagem no Amazonas

Opinião/Informação:

A discussão sobre as medidas de mitigação da poluição do ar e dos incêndios na Amazônia ganhou um importante desdobramento com a análise do professor Marcos Maurício. Partindo da preocupação levantada por Missilene sobre o impacto anual da estiagem em Manaus e no interior do estado, o professor trouxe uma perspectiva histórica e crítica sobre a inércia do poder público.

Os principais pontos da reflexão do professor Marcos Maurício:

  • Paralelo histórico (1997 e hoje): O professor resgata a memória do severo verão amazônico de 1997 — época em que trabalhava como engenheiro civil da Cosama no bombeamento da Ponta do Ismail —, marcado por um rígido racionamento de energia de seis horas diárias intercaladas. Ele lembra que 1997 detinha o recorde da estação mais seca desde 1939, constatando com indignação que, após quase trinta anos, o cenário de vulnerabilidade permanece praticamente o mesmo.
  • Ausência de planejamento preventivo: Para ele, faltam planos de ação voltados efetivamente para a prevenção e o combate a incêndios florestais e queimadas no estado.
  • Falta de recursos operacionais: O professor pontua, com base em notícias do Thomaz Rural, que o Governo do Amazonas não conseguiu viabilizar aviões do tipo Water Bombers para o combate às chamas.
  • Discurso versus prática: A crítica se estende à gestão pública, descrita como o “estado do eterno discurso político e de poucas ações efetivamente implantadas”.
  • O impasse da BR-319: Ele destaca ainda que, embora uma das condicionantes mais exigentes para o trecho do meio da BR-319 seja justamente o combate a incêndios, o poder público segue incapaz de avançar com vistas à sua devida implantação.

“O Amazonas parece ser o Estado do eterno discurso político e de poucas ações efetivamente implantadas.” — Professor Marcos Maurício

O desabafo técnico e social do professor serve como um alerta urgente para a necessidade de políticas públicas estruturadas e de longo prazo, que superem a lógica sazonal de enfrentamento às crises ambientais na região.

THOMAZ RURAL

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