Opinião/Informação:
A discussão recente levantada pelo senador Eduardo Braga sobre a necessidade urgente de arborizar Manaus para enfrentar as ondas de calor e a fumaça das queimadas é boa. No entanto, a sugestão de direcionar essa cobrança diretamente ao bolso do empresário do Polo Industrial de Manaus (PIM) é, no mínimo, incoerente e injusta.
Se a proposta é plantar milhares de árvores e preparar a cidade para um clima cada vez mais adverso, o financiamento não deve sair do caixa de quem produz e emprega na Zona Franca. O recurso para isso tem endereço certo: deve vir do caixa dos países ricos, daqueles que industrializaram, poluíram e esquentaram o planeta. São esses países que alimentam o Fundo Amazônia com somas bilionárias — valores que, ironicamente, costumam evaporar nos cofres de Organizações Não Governamentais (ONGs), muitas vezes ativas na pauta ambiental, algumas vinculadas à militância do PT, mas distantes da realidade de quem vive na ponta e, em alguns casos, ainda criam barreiras para o desenvolvimento e para obras vitais como a pavimentação da BR-319, como fez a ONG IDESAM.
O que se vê na prática é uma discrepância revoltante: volumes astronômicos de dinheiro estrangeiro entram na Amazônia em nome da preservação, mas o retorno prático para o cidadão comum é pífio. Enquanto isso, o debate sobre o real destino e a transparência dessas verbas esbarra no silêncio incômodo da classe política. É urgente uma CPI na ALEAM para checar na PONTA o que fizeram com esses BILHÕES. Em papel, em relatório, cabe tudo, quero ver na PONTA.
Enquanto o senador Eduardo Braga sequer compareceu à CPI das ONGs no Senado Federal para debater e investigar a atuação dessas entidades em seu próprio estado, coube ao senador Plínio Valério assumir o protagonismo e botar o dedo na ferida em Brasília.
O PIM é a nossa maior garantia de emprego e soberania na Amazônia; sufocá-lo com novas obrigações financeiras é um erro estratégico imperdoável. É hora de cobrar transparência do fluxo de dinheiro internacional que abastece as ONGs, em vez de penalizar o empresário que já faz a sua parte pelo Amazonas e vem sendo penalizado pelas secas.
Abaixo, mostro o que a CPI das ONGs identificou de recursos. Tirar do bolso do empresário não me parece justo, pois já sabemos o que fazem pelo Amazonas (UEA, PPBio etc). COM TODOS ESSES BILHÕES, FAZ SENTIDO SUGERIR QUE AS INDÚSTRIAS DO PIM/ZFM PAGUEM ESSA CONTA? EU DISCORDO TOTALMENTE.
THOMAZ RURAL



