Opinião/Informação:
Mais uma vez, o Amazonas enfrenta queimadas e fumaça. A população sofre, os serviços de saúde são pressionados e nossos brigadistas colocam a vida em risco para combater o fogo. E faço uma pergunta simples: Onde estão os aviões para combater esses incêndios? Há anos, recursos nacionais e internacionais são destinados à preservação da Amazônia. São bilhões anunciados para proteger a floresta, combater o desmatamento, fiscalizar e preservar. Mas quando o fogo aparece, continuamos com uma pergunta básica: Cadê a estrutura aérea para agir rapidamente? Não estou defendendo mudar a finalidade de nenhum recurso sem respeitar contrato ou a lei. Estou defendendo que Governo, parlamentares, órgãos de controle e instituições que administram esses recursos encontrem, dentro da legalidade, uma solução urgente. Pode ser compra. Pode ser locação. Pode ser contratação de horas de voo. Pode ser parceria com o Governo Federal ou com a cooperação internacional. O que não pode é faltar avião enquanto sobra discurso sobre preservação. E tecnologia existe. O Air Tractor AT-802F Fire Boss, por exemplo, foi desenvolvido para combater incêndios. Equipado com flutuadores, consegue captar água diretamente de rios, lagos e reservatórios e voltar rapidamente ao fogo. Segundo a fabricante, pode fornecer até 53 mil litros de água por hora em operações prolongadas. Para o Amazonas, cercado de rios e lagos, é uma tecnologia que merece ser discutida seriamente. E não é algo distante da nossa realidade. Mato Grosso do Sul já adquiriu um AT-802F por aproximadamente R$ 14 milhões, em 2021. Então pergunto: Quanto custa uma aeronave? Muito. Mas quanto custa perder floresta? Quanto custa uma cidade inteira respirando fumaça? Quanto custa um brigadista colocando a própria vida em risco? Quanto custa não agir enquanto o incêndio ainda pode ser controlado? O mundo cobra do Amazonas a preservação da floresta. Não fizeram e não estão fazendo a parte deles, mas está correto cobrar. Mas quem preserva também precisa ser protegido. Não podemos ter uma política ambiental que enxergue somente a floresta e esqueça o ser humano. O Amazonas precisa continuar preservando. Mas também precisa ter recursos para o combate aéreo rápido aos incêndios. Se existem recursos internacionais para proteger a Amazônia, precisamos discutir como eles podem, dentro das regras, ajudar também a proteger quem vive na Amazônia. Porque não basta manter a floresta em pé. O AMAZONENSE TAMBÉM PRECISA FICAR EM PÉ.
É isso que estou cobrando.
Floresta em pé.
Ser humano também.
Sigo fazendo minha parte.
THOMAZ RURAL
Abaixo, com dados da CPI das ONGs vejam a farra de bilhões para ONGs, zero AVIÃO, nada de ZEE do AM.






