Opinião/Informação:
Depois da matéria que fiz sobre o financiamento para a AGROECOLOGIA, recebi alguns comentários, entre eles o que segue: “Thomaz, meu amigo, igualmente o PRONAF Floresta, pô, entendeu? A gente trabalha com cacau, com cupuaçu, e a gente sabe que esse tipo de cultivo se enquadra no PRONAF Floresta. E, quando a gente vai aos agentes financeiros, nunca tem recurso para isso, entendeu? Nunca tem. E aí a gente é obrigado a cair nos sistemas de crédito mais agressivos, entendeu? Porque o PRONAF Floresta te dá uma condição de juros melhor e prazos mais alongados. E, quando a gente vai lá, o gerente nunca consegue, diz que nunca tem recurso, que ainda não foi liberado por Brasília. Isso é uma conversa de dois, três anos que eu tento acessar esse tipo de recurso e a gente não consegue. Aí eles forçam a gente a cair no capital de giro, né? Que normalmente tem os juros lá em cima e prazos de pagamento de uma safra para outra. E aí, quando tem esses problemas aí, como a gente está tendo agora, Thomaz, de El Niño — como eu tive há três anos atrás, em que perdi todo o meu plantio de mamão —, a gente não tem seguro, a gente não tem anistia das dívidas, entendeu? Mesmo que a gente faça um relatório do IDAM, com o pessoal do IDAM vindo aqui e demonstrando de boa-fé que a gente perdeu a nossa lavoura, e o técnico do IDAM assinando ali como agente público, a gente não é anistiado, entendeu? Então é um debate que a gente tem que levar, não sei se para o conselho de agricultores, não sei, mas a nível estadual… Mas é uma coisa que a gente tem que avaliar, pô. Mas parabéns aí pela matéria, meu amigo“
Acessei os dados do BANCO CENTRAL DO BRASIL e vi o péssimo desempenho do Amazonas. Em outra postagem vou divulgar esses dados. O discurso ambientalista no Amazonas se limite a captar recursos internacionais e abandonar quem manteve a floresta em pé, abandonar o produtor rural, riberinho, extrativista, indígena, quilombola. Ganham milhões em cima desse público e só entregam migalhas. Nem se esforçam para que esse público acesse o PRONAF.
O relato é do Breno Lago Malveira.
THOMAZ RURAL
Abaixo, a vergonha do PRONAF FLORESTA, dados de 2025, no AMAZONAS preservado.




