Opinião/Informação;
Esses números precisam ser vistos com muita atenção por todo amazonense.
Segundo os dados do Banco Central do Brasil apresentados no gráfico, enquanto o restante do Brasil registra R$ 122,7 milhões em 2.379 operações do PRONAF Floresta, o Amazonas aparece com apenas R$ 1,1 milhão e 14 operações.
14 operações! No estado que possui uma das maiores extensões de floresta do Brasil.
O que esses números revelam? Na minha avaliação, mostram uma enorme distância entre o discurso ambiental e o acesso do caboclo, ribeirinho e agricultor familiar às políticas públicas que poderiam ajudá-lo a produzir, conservar e gerar renda com a floresta.
Há décadas se fala em floresta em pé. Mas onde está o apoio concreto para que quem vive na floresta tenha acesso a crédito, assistência técnica, produção e renda?
E faço essa pergunta há mais de 20 anos: onde estão as grandes ONGs ambientalistas, que movimentam milhões e até bilhões de reais, quando o assunto é fazer o produtor rural acessar uma política pública como o PRONAF Floresta?
Não basta defender a floresta no discurso. É preciso também defender quem vive nela e criar condições para que ele tenha renda e dignidade.
R$ 1,1 milhão e apenas 14 operações no Amazonas é um número que precisa ser explicado.
ACORDA, AMAZONENSE!
Floresta em pé, sim. Mas o ser humano também!
THOMAZ RURAL


