Opinião/Informação:
Por mais de duas décadas, com artigos no Jornal do Commercio e um blog dedicado ao desenvolvimento do setor primário, tenho defendido incansavelmente o fortalecimento do Sistema SEPROR (integrando Sepror, Idam, ADS e Adaf). Vivemos um momento decisivo com as eleições estaduais. O atual governador Roberto Cidade busca a recondução ao cargo, enquanto os candidatos Maria do Carmo, Omar e David também disputam o comando do Estado.
Neste cenário, unimo-nos à pauta histórica defendida por entidades como FAEA, FETAGRI e OCB por meio de documentos formais entregues aos candidatos: a cobrança justa pelo reajuste salarial de 8,81% — percentual que corresponde à soma dos índices de inflação de 4,39% e 4,42%, já pleiteado pelo Sintraspa, além da urgente equiparação das diárias e do auxílio-alimentação aos valores praticados em outros órgãos da esfera estadual, que são significativamente superiores.
É hora de intensificar essa cobrança, direcionando-a especialmente ao atual governador. Roberto Cidade deu, em minha visão, uma atitude histórica ao cortar o cordão umbilical de ongueiros na SEMA que nada fizeram pelo povo que manteve a floresta em pé.
Comprometer-se com a concessão desse reajuste salarial, aliado à continuidade da mudança de rumos na SEMA, é o sinal político e administrativo que o Amazonas precisa. Só assim o Estado abrirá espaço para novas atividades econômicas, conseguindo reter empreendedores que hoje estão migrando para outras regiões. Tudo isso sem esquecer a urgência de combater um cenário social alarmante: a pobreza no Amazonas já ultrapassa 60%, reflexo direto de termos um dos piores índices de desenvolvimento sustentável do Brasil.
O futuro do Amazonas passa, obrigatoriamente, por valorizar quem produz, fortalecer a base técnica do setor primário e garantir dignidade aos servidores que sustentam a economia do interior.
THOMAZ RURAL




