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Desde quando uma apuração de fatos graves precisa “congelar” para que primeiro se discuta se uma autoridade do STF será investigada? É o fim!

Opinião/Informação:

QUE VERGONHA! O BRASIL PRECISA DE RESPOSTAS

É simplesmente inacreditável o que está acontecendo. Enquanto o país espera respostas sobre graves denúncias envolvendo o caso Master e as fraudes no INSS, a apuração fica, na prática, condicionada à definição sobre se haverá ou não investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Desde quando uma apuração de fatos graves precisa “congelar” para que primeiro se discuta se uma autoridade do STF será investigada? Essa inversão de prioridades causa indignação. E faço uma pergunta que qualquer brasileiro pode fazer: se fosse um cidadão comum, com apenas uma parte das informações e suspeitas que estão sendo divulgadas sobre esse caso, será que ele também teria direito a esperar uma reunião para decidir se deveria ser investigado?

É justamente essa sensação de dois pesos e duas medidas que destrói a confiança da população nas instituições. O STF deveria ser o maior exemplo de transparência, imparcialidade e respeito à Justiça. Quando surgem dúvidas envolvendo seus próprios integrantes, a resposta deveria ser mais transparência, mais investigação e mais esclarecimentos — nunca menos. O que vem acontecendo é absolutamente preocupante e deixa o brasileiro órfão de segurança institucional. Se até a mais alta Corte do país transmite essa sensação de conflito, dúvida e falta de transparência, o que podemos esperar dos demais tribunais?

Como confiar nessa turma se as próprias instituições responsáveis por garantir a Justiça não conseguem transmitir confiança ao cidadão? Não é questão de esquerda ou direita. Não é questão de gostar ou não de determinado ministro. É uma questão muito maior: é a credibilidade da Justiça brasileira. Por isso, continuo defendendo uma mudança urgente: é preciso acabar com a indicação política para os tribunais superiores.

Quem julga os brasileiros precisa ter independência para julgar também aqueles que o colocaram no cargo.

JUSTIÇA NÃO PODE TER DONO.
E A CONFIANÇA DO BRASILEIRO NÃO PODE SER TRATADA COMO DETALHE.

THOMAZ RURAL

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