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Usaram a Floresta e Esqueceram o Povo: A Farsa Revelada pelo IDSC 2026

Opinião/Informação:

Os números oficiais do IDSC-BR 2026 acabam de escancarar o que venho denunciando no Thomaz Rural: o “desenvolvimento sustentável” no Amazonas é uma farsa mantida a peso de ouro. Bilhões são captados de países poluidores usando a imagem do nosso caboclo e da nossa floresta, mas a realidade entregue ao povo é um desastre absoluto.

O Retrato da Vergonha Nacional

Basta olhar para o mapa do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades para ver o estado do Amazonas engolido por uma imensa mancha vermelha e laranja. Isso significa que o nosso nível de desenvolvimento estacionou de forma crônica entre o “Muito Baixo” (0 a 39,99) e o “Baixo” (40 a 49,99). Onde estão sendo aplicados os fundos bilionários que entram no país com a desculpa de desenvolver a Amazônia?

O Fracasso da Capital

A situação chega ao limite da indignação quando olhamos para a nossa própria capital. Entre as cidades grandes do Brasil, com mais de 500 mil habitantes, Manaus ocupa a pior posição geral. Com uma pontuação pífia de 45,13, Manaus amarga o último lugar do país. Se a vitrine econômica do estado não consegue reverter seus recursos em sustentabilidade urbana, o modelo inteiro provou sua falência.

O Abandono do Interior

Se a capital está abandonada, o interior foi deixado para desaparecer das estatísticas. O ranking das piores cidades do Brasil é cruelmente dominado pelo Amazonas. Municípios inteiros estão no fundo do poço nacional, como Ipixuna (34,20), Envira (34,13) e Lábrea (32,89), que figuram entre os cinco piores desempenhos do país. Esse é o verdadeiro retrato do descaso com o caboclo, com o ribeirinho e com as famílias rurais que continuam vivendo em condições precárias enquanto seus nomes são usados em relatórios internacionais.

Passou da hora de dar um basta nesse sumidouro de dinheiro. A Assembleia Legislativa do Amazonas tem a obrigação moral e constitucional de tomar juízo, sair da inércia e instaurar uma CPI urgente. É preciso rastrear o destino de cada centavo captado sob a bandeira do desenvolvimento verde, pois os números provam que, para a vida do caboclo, nada mudou. O povo amazonense exige saber quem realmente lucra com a sustentabilidade de fachada do nosso estado.

THOMAZ RURAL

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