Opinião/Informação:
Faço minhas as palavras do senhor Expedito Santana. É absolutamente inaceitável que o produtor rural amargue a perda de suas lavouras por falta de água e irrigação em pleno Amazonas, o nosso “Estado das Águas”, como sempre e tão bem definia o Geraldo Bernardino.
Como bem alertado na Captura de Tela 2026-09-07 às 17.02.17.png, ver um plantio de banana sucumbir após 45 dias de seca severa imposta pelo El Niño, com a previsão de mais meses de estiagem pela frente, é o prenúncio de uma grave escassez de produtos regionais e da inevitável escalada de preços. Expedito toca na ferida: é impossível explicar como as plantações morrem de sede na região que detém a maior reserva de água doce do planeta. A água continua lá, abundante nos rios e lençóis freáticos, mas falta a estrutura básica para levá-la à raiz da planta.
Ao longo de todos os meus anos de atuação no JC e no Blog Thomaz Rural, a questão do acesso à água sempre encabeçou a lista das verdadeiras prioridades do homem do campo. Não há como falar de desenvolvimento rural sem garantir a base estrutural que venho defendendo exaustivamente:
- Acesso à água e sistemas de irrigação
- Energia solar
- Internet para conectividade no campo
- Sementes e mudas de qualidade
- Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) efetiva
- Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) implementado com seriedade
O alerta do Expedito é mais do que válido, e a ação exigida não é complexa. Ele cobra, com total razão, medidas estruturais urgentes dos governos, como o financiamento desburocratizado de sistemas de irrigação, fugindo do mero assistencialismo de cestas básicas e das discussões ideológicas enfadonhas de ano eleitoral que não colocam comida na mesa do amazonense. A dura realidade é que dinheiro sempre teve. O absurdo é que o acesso a esses recursos é um labirinto complexo e punitivo para o produtor que quer apenas trabalhar, plantar e colher. Enquanto isso, para a corrupção e para o bolso de muitas ONGs, a torneira do dinheiro público corre solta e sem entraves. Passou da hora de trocar o discurso repetitivo por políticas que garantam a renda do produtor e a segurança alimentar das nossas cidades.
THOMAZ RURAL




