Silêncio dos ‘Ongueiros’: Quem Realmente Aqueceu o Planeta?
Os números não mentem, mas o silêncio de quem lucra com a narrativa ambiental no Amazonas é ensurdecedor. O gráfico baseado nos dados do Global Carbon Project expõe a maior das hipocrisias climáticas: os Estados Unidos, sozinhos, emitiram quase um quarto (24,6%) de todo o CO2 do mundo desde 1850. Se somarmos apenas 23 países desenvolvidos — incluindo potências como Alemanha (5,5%), Reino Unido (4,4%), Japão (3,9%) e França (2,3%) —, temos os responsáveis por metade de todas as emissões globais nos últimos 170 anos.
Esses são os países que hoje se colocam como guardiões da moralidade do que chamam de “mudança climática”. A equação deles é muito simples: durante mais de um século e meio, eles usaram seus recursos até a exaustão para construir riqueza. Hoje, a população dessas nações desfruta de um altíssimo padrão de vida, enquanto nós, aqui, vivemos muito mal, amarrados por restrições impostas por quem já devastou os próprios territórios.
E onde entram os “ongueiros” nessa história? Eles ignoram solenemente esses dados. Optam por focar única e exclusivamente na palavra “desmatamento”, apontando o dedo justamente para o estado e o país que mais preservam suas florestas nativas. O Brasil possui um Código Florestal rigorosíssimo, que impõe reservas legais altíssimas aos produtores e que não encontra qualquer paralelo na legislação europeia ou americana.
Mas falar a verdade sobre o histórico de emissões não rende repasses milionários. É conveniente para os países desenvolvidos transferirem a culpa e, para isso, financiam iniciativas como o Fundo Amazônia. Esse dinheiro irriga as contas de inúmeras ONGs, sustenta campanhas internacionais e, tragicamente, não chega na ponta. A proporção do que é arrecadado e do que efetivamente chega para dar alternativas, dignidade e infraestrutura ao homem do interior é pífia. Aqui entra a CPI na ALEAM em 2027 com novos deputados. A indústria das ONGs se retroalimenta da manutenção da nossa região estagnada.
Os mais de quatro milhões de amazonenses precisam abrir os olhos e entender o que estão fazendo com o nosso Estado e com a nossa região. O Amazonas não pode continuar sendo o quintal intocável de quem já destruiu o próprio ambiente para enriquecer. Não somos os vilões do clima, mas estamos pagando a conta mais alta, sacrificando nosso desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da nossa população para que o Primeiro Mundo limpe a própria consciência. Já passou da hora de assumirmos as rédeas do nosso território e expormos a farsa dessa narrativa.
THOMAZ RURAL


