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Meus contrapontos às omissões de Viana e Artaxo

Opinião/Infomação:

A leitura atenta do artigo publicado no VALOR revela um roteiro já conhecido: um teatro ambiental que usa o caboclo como pano de fundo, mas cujo objetivo perceptível nas entrelinhas é a manutenção e captação de mais recursos internacionais. Vejam o que os autores Virgilio Viana e Paulo Artaxo omitem. Abaixo, a síntese unificada focada diretamente nos pontos de divergência e nas omissões estratégicas do artigo:

  • A Hipocrisia Climática e o Conflito de Interesses: O artigo culpa o aquecimento global, mas faz questão de não dar nome aos verdadeiros culpados: as nações ricas de economias poluidoras que esquentaram o planeta e que, ironicamente, tem algumas que injetam dinheiro no Fundo Amazônia. Essa omissão ganha um contorno claro quando se lembra que Paulo Artaxo integra a ONG IPAM, é próximo do Observatório do Clima e faz parte do comitê orientador do próprio Fundo Amazônia. É a manutenção de uma engrenagem financeira que atrai bilhões e que nunca chega à ponta para mudar a realidade. Enquanto isso, o narcotráfico é quem avança e emprega na região.
  • O Paradoxo da Preservação (A Pobreza Oculta): Eles alertam para o desmatamento e a “mortalidade da floresta”, mas omitem o dado mais contundente do nosso estado: o Amazonas mantém 97% de sua floresta preservada, enquanto amarga 60% de sua população na pobreza. O texto ignora solenemente os indicadores sociais que matam todos os dias justamente as pessoas que, com muito sacrifício, mantiveram a floresta em pé.
  • O Silêncio sobre a BR-319 e o Isolamento: Ao lamentar os impactos da seca no Polo Industrial de Manaus (PIM/ZFM) e a falência da navegação fluvial, a “solução” do artigo se resume a adaptar portos e hidrovias. Eles fingem que a BR-319 não existe, evidenciando o que já se sabe: “ongueiro” nunca quis o asfaltamento da rodovia, nem o ZEE. Ignoram que o asfaltamento da BR-319, com a devida governança ambiental, é a única solução terrestre e definitiva para tirar o Estado do estrangulamento logístico.
  • Assistencialismo vs. Dignidade Produtiva: Os autores citam o sofrimento das comunidades isoladas apenas para propor ações emergenciais, como estocar alimentos, água e remédios, tratando o interiorense como mero dependente de esmolas. Eles não tocam uma única vez na base do desenvolvimento rural: o fomento à produção local de alimentos, a distribuição de sementes e mudas, e o fortalecimento de programas de compras institucionais. Falta a eles enxergar a necessidade de planejamento prévio (como o Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE) e de infraestrutura básica, como poço artesiano, energia solar e internet no interior para viabilizar, por exemplo, assistência técnica virtual ao pequeno produtor.

O artigo tenta embalar a tragédia amazônica em um discurso acadêmico para justificar a continuidade de políticas que só beneficiam quem vive de captar fundos. Eles podem enganar quem quiserem, mas o Amazonas está cada vez mais atento a esse discurso que lucra com a narrativa da floresta frágil enquanto o caboclo segue abandonado à própria sorte. Não tenho articulação, nem como bancar que minha opinião seja postada em jornal de circulação nacional. Uma espécie de Direito de Resposta a esse artigo, pois nasci, trabalhei e trabalho no Amazonas. Certamente não terei, apesar de me sentir prejudicado por esse tipo de discurso. Seria interessante chegar a minha verdade ao mundo. Sigo fazendo minha parte no espaço que tenho. Para ficar ainda mais claro, divulgo, abaixo, o nome dos países que mais poluíram desde 1850, assim como TRÊS indicadores que falam de PESSOAS, não de FLORESTA (sei a importância, mas as pessoas em primeiro lugar)

THOMAZ RURAL

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