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A Ong FAS diz que o direcionamento das aeronaves cabe ao poder público estadual. O que está esperando o governo do Amazonas?

Opinião/Informação:

Vi essa postagem no Instagram do deputado federal Amom, afirmando que o “interior do Amazonas está pegando FOGO de novo”. E não é difícil encontrar exemplos. Tenho acompanhado relatos de incêndios em Caapiranga, Iranduba, Manacapuru e, agora, Lábrea. Diante disso, volto a fazer uma pergunta que considero muito importante: por que não utilizar os recursos já previstos para ações de combate aos incêndios? Já mencionei anteriormente que existe uma parceria envolvendo Estado/SEMA, o banco alemão KfW e a ONG FAS, dentro do programa Floresta em Pé, com recursos que chegam à casa dos R$ 70 milhões, conforme os dados que venho acompanhando.

E a própria FAS afirma, em um dos pedidos de DIREITO DE RESPOSTA que temos recebido:

“O direcionamento das aeronaves e das equipes para as áreas que demandam atendimento cabe ao poder público estadual. À FAS compete viabilizar administrativa e financeiramente as contratações previstas no programa, de acordo com as demandas e diretrizes estabelecidas pelos órgãos públicos responsáveis.”

Então, se é assim (eu não acredito), volto a insistir na sugestão: que o Governo do Amazonas, por meio dos órgãos responsáveis, avalie imediatamente a contratação de aeronaves para combater os incêndios utilizando esses recursos previstos no programa.

O povo do interior não pode ficar apenas assistindo ao fogo avançar e respirando fumaça enquanto existem recursos destinados a ações ambientais.

E o governador precisa correr.

Segundo levantamento que venho acompanhando, a SEMA, na gestão Eduardo Taveira, teria direcionado cerca de R$ 25 milhões somente para CONSULTORIAS.

R$ 25 MILHÕES EM CONSULTORIAS.

Enquanto isso, o nosso povo está “comendo” fumaça, comunidades estão em risco e o fogo continua avançando.

É hora de perguntar: não seria mais urgente colocar esses recursos para trabalhar onde a população está precisando agora?

A floresta precisa ser protegida. Mas as pessoas também precisam ser protegidas.

Se há recurso previsto, é hora de transformar dinheiro em ação.

THOMAZ RURAL

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