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O ano é 2007! Eduardo Braga, Virgílio Viana e a Ferrovia Fantasma: O povo se ferrando enquanto eles agradavam ambientalistas!

Opinião/Informação:

Se por um lado a proximidade com seu ex-secretário de Meio Ambiente, Virgílio Viana, deu a Eduardo Braga uma grande visibilidade ambiental internacional, por outro, custou muito caro politicamente no Amazonas. Quem é do setor produtivo e acompanhou essas duas décadas sabe da trava imposta ao desenvolvimento do Amazonas por ambientalistas. Avalio que esse alinhamento foi um verdadeiro tiro no pé eleitoral. Apesar de sua reconhecida qualidade intelectual, Braga penou nas eleições de 2018 e enfrenta novamente um cenário dificílimo. A raiz do problema está no que essa proximidade gerou: foi em parceria com o seu governo que nasceu a ONG FAS. A partir daí, os recursos passaram a entrar, e o ativismo se enraizou, dando origem a entidades como a ONG Idesam — cujo presidente, foi estagiário de Virgílio Viana —, a mesma ONG que entrou na Justiça para impedir o asfaltamento da nossa BR-319. Uma grande proximidade, não acham? Sempre bom lembrar que ambos sempre foram parceiros do PT, do Lula. Vou comentar a matéria de 2007.

Há quase duas décadas, o discurso político no Amazonas já brincava com o futuro do nosso povo e com o histórico isolamento do estado. Resgatamos uma matéria reveladora de 08 de agosto de 2007, da Revista Ferroviária, que expõe uma verdade que muitos tentam esconder: tanto o então governador Eduardo Braga quanto o seu secretário de Meio Ambiente, Virgílio Viana (que mais tarde viria a comandar a ONG FAS), defendiam abertamente a construção de uma FERROVIA para ligar Manaus a Porto Velho, escanteando o essencial ASFALTAMENTO da BR-319. Enquanto a população já clamava por uma estrada digna e trafegável, a cúpula política e ambiental articulava contra o asfalto. Durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados em 2007, as posições ficaram claras.

Questionado de forma direta se a ferrovia Manaus-Porto Velho sairia do papel, veja a opinião do então governador:

“Eu não sei se vai sair, mas eu defendo… Eu acho que nós podemos ter a substituição de algumas rodovias por ferrovias.”Eduardo Braga, em 2007.

A mesma linha argumentativa foi seguida à risca pelo seu então Secretário de Meio Ambiente, Virgílio Viana, deixando claro o viés que priorizava a narrativa ambientalista em detrimento da urgência da rodovia:

“A construção de uma ferrovia que ligaria o Amazonas ao resto do Brasil é uma iniciativa importante; ferrovia pode ser uma solução com muito menos impacto ambiental e com grande viabilidade econômica. Isso está sendo estudado pelo governo do estado…”Virgílio Viana, em 2007.

Hoje, estamos em 2026. Quase 20 anos se passaram desde que essas falas foram registradas. O resultado? Absolutamente nada aconteceu! A tal “ferrovia de menor impacto” nunca existiu a não ser no papel das ONGs e nos discursos de quem não precisa da estrada, e a BR-319 continua sendo barrada.

Os ambientalistas seguem batendo na tecla de uma ferrovia ilusória apenas como manobra para impedir o asfalto. E no meio desse jogo político, quem sofre? É o nosso povo SE FERRANDO até hoje no barro, nos atoleiros e no isolamento.

O Amazonas precisa de conexão real e imediata.

Acorda, Amazonas! Não podemos mais ser reféns de quem prefere nos manter isolados.

THOMAZ RURAL

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