Opinião/Informação:
Nada contra a estruturação do Judiciário, mas a recente autorização do CNJ para a criação de oito novos cargos de desembargador no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) evidencia que as prioridades do Estado continuam invertidas.
Dias atrás, acompanhamos o corte no pedido de aumento orçamentário da Defensoria Pública (DPE-AM). Agora, deparamo-nos com o aval para uma ampliação estrutural milionária no TJAM, que passará de 26 para 34 magistrados. A conta não fecha.
Investir na Defensoria Pública é, na prática, a forma mais inteligente de reduzir o número de processos que chegam aos tribunais. Uma DPE-AM forte, presente nos 62 municípios, resolve conflitos na base, orienta e evita que litígios desnecessários afoguem o próprio Judiciário.
O sentimento que fica é o de que prevalece a força do poder institucional em detrimento do apoio estratégico ao povo que mais precisa. Estruturar o topo da pirâmide para julgar recursos, enquanto a porta de entrada da justiça sofre restrições, é enxugar gelo. O Amazonas precisa valorizar quem defende a sua população.
THOMAZ RURAL





