Opinião/Informação:
Publiquei na íntegra o Direito de Resposta (01 e 02), já tem o terceiro (também publicarei), enviado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS). No entanto, a nota oficial do primeiro escolheu o silêncio e fugiu das perguntas centrais da nossa reportagem.
A ONG afirma que o Termo de Referência visava apoiar ações de fiscalização da SEMA. Muito bem, mas as dúvidas continuam: Qual foi a empresa aérea contratada para esse serviço? Avião de 15 passageiros? Tem várias aeronaves no Amazonas para atender essa exigência de 15 lugares? Penso que não! Quem está voando nesse avião? Qual o resultado dessa ação? São precisos 15 lugares, fora piloto e co-piloto?
A FAS também se defende dizendo atuar apenas como “intermediária financeira”. Fica o questionamento: será que essa roupagem é apenas uma conveniência do modelo de contratação para driblar as regras rigorosas de uma licitação pública? Se a ONG é só intermediária, qual o motivo desse recurso não ter ido direto ao Estado? O banco alemão chegou a ter conversas diretas com o IDAM. É preciso uma CPI na Aleam para tirar tudo a limpo.
Por fim, ignoraram solenemente outra cobrança que estava na mesma matéria da contratação da aeronave: cadê o CPF de quem prestou a tal “assistência técnica” nas Unidades de Conservação? Qual foi o resultado em termos de produção? Essa ação foi citada pelo próprio representante da ONG, Virgilio Viana, durante a CPI das ONGs. Quem são esses profissionais e quanto receberam do dinheiro que deveria beneficiar a Amazônia?
O espaço do Thomaz Rural esteve e sempre estará aberto para quantos Direitos de Resposta a ONG necessitar. Publicaremos todos. Mas fica o recado: da próxima vez, tragam respostas concretas, com os nomes e os valores que a sociedade tem o direito de conhecer.

Abaixo, vídeo onde o líder da ONG FAS afirma o pagamento a profissionais por assistência técnica.
THOMAZ RURAL



