Opinião/Informação:
Fala-se em bilhões destinados ao Amazonas para manter a “floresta em pé”. É um discurso que enche os olhos nos fóruns internacionais e nas manchetes europeias. Quantos aviões temos no Amazonas para minimizar os incêndios diante do calor extremo? Igual ao que está acontecendo em Iranduba. De acordo com os balanços oficiais, o Fundo Amazônia já acumula a cifra estrondosa de mais de R$ 5,2 bilhões em doações internalizadas. São rios de dinheiro injetados por nações ricas, como Noruega, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Mas no meio do caminho, essa fortuna parece evaporar, deixando nosso povo do interior à deriva, sufocado e sem a mínima dignidade. Vamos aos fatos e à matemática nua e crua: um avião anfíbio de ponta, como o Air Tractor Fire Boss, custa cerca de 5 a 6 milhões de dólares. Convertendo para a nossa moeda, estamos falando de aproximadamente 30 milhões de reais por aeronave. Com uma fração quase insignificante desses R$ 5,2 bilhões do Fundo Amazônia, o Estado poderia adquirir uma esquadrilha inteira e ter a operação de combate a incêndios mais eficiente e rápida do planeta. A pergunta que precisa ser feita de forma dura é: por que isso não acontece? Será que para os países de primeiro mundo, grandes poluidores do planeta, é mais confortável enviar o dinheiro para ONGs do que fazer a doação real e concreta de um equipamento que efetivamente apague o fogo? Tudo isso não passa de um grande teatro climático? O incêndio que castiga o município de Iranduba, exigindo o esforço hercúleo de dezenas de bombeiros em um combate exaustivo por terra, poderia estar sendo neutralizado de forma cirúrgica se tivéssemos essas aeronaves. O Amazonas precisa de menos relatórios de gabinete e de mais aviões na água. A floresta não se salva com palestras. Acorda AMAZONAS! Estão matando nosso POVO e entregando o ESTADO aos países poluidores. QUEM ESTÁ GANHANDO COM ISSO? CPI urgente na ALEAM!
THOMAZ RURAL



