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Os erros dos candidatos no meu ponto de vista

Opinião/Informação:

Na minha opinião, as maiores escorregadas de cada candidato no primeiro debate:

1. Roberto Cidade

Deixar de participar do debate pelos motivos apresentados — questão jurídica e um possível “complô” — não pegou bem. Houve debates da Band em praticamente todo o Brasil, o que, na minha avaliação, enfraqueceu a justificativa “jurídica”. Se existe um possível “complô”, a leitura política poderia ser justamente a de que o candidato está incomodando. Como parlamentar, com experiência de tribuna e acostumado ao confronto de ideias, Roberto Cidade, na minha opinião, não deveria ter faltado ao debate.

2. Isael

Isael criticou o próprio governo aliado, o governo Lula, ao afirmar que a situação indígena está um caos. Esqueceu que o PT está no governo federal e que este já é o quinto mandato presidencial do partido. Além disso, não percebi uma proposta concreta de geração de renda para os indígenas. Criticar a situação é uma coisa; apresentar soluções é outra.

3. Omar Aziz

Omar concentrou seus ataques na dupla Wilson Lima/Roberto Cidade, mas, na minha avaliação, deixou de explorar uma questão que pode ser politicamente delicada: durante 7 anos, houve uma convivência política entre diferentes grupos e atores que hoje estão em lados opostos. A situação da vice do Omar é a com a situação mais delicada, pois esteve ao lado do Wilson/Cidade os dois mandatos. Por isso, quando tantas acusações são feitas apenas agora, pode surgir no eleitor a seguinte pergunta: por que essas críticas não foram feitas com a mesma intensidade anteriormente? Na minha opinião, Omar precisa explicar melhor essa mudança de postura para não transmitir a impressão de que existe apenas uma estratégia eleitoral no presente.

4. David Almeida

O maior erro de David, na minha avaliação, foi chamar Roberto Cidade de “fujão”. Isso porque o próprio David Almeida também deixou de participar de debates na eleição de 2024, inclusive de um debate da Band Amazonas. Assim, o ataque pode acabar se voltando contra o próprio candidato: quem critica uma ausência precisa estar preparado para explicar as próprias ausências do passado.

5. Maria do Carmo

No encerramento, nos três minutos finais, não fez qualquer citação ao grupo aliado em nível nacional (Bolsonaro). Sei que falou durante o debate, mas no final não poderia deixar passar em branco. Grande falha!

E sobre “Maus Caminhos” e “Cidade Universitária”?

Aqui, penso que Omar não deveria simplesmente se colocar à disposição para “esclarecer”, como fez no debate da Band. Como não foi perguntado, silenciou. Esses dois assuntos envolvem diretamente o seu nome no debate político e, justamente por isso, ele deveria aproveitar todas as oportunidades para apresentar sua versão e explicar os fatos, sem esperar aos questionamentos. No caso da “Maus Caminhos”, há inclusive uma disputa pública sobre o assunto: Omar acionou a Justiça em julho contra declarações de Wilson Lima relacionadas à operação e, posteriormente, desistiu da ação. Quanto à Cidade Universitária, o tema também continua sendo explorado politicamente, inclusive com cobranças públicas sobre o projeto e seus recursos.

Debate eleitoral não é lugar para fugir de assunto difícil. É justamente o espaço para enfrentá-lo.

THOMAZ RURAL

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