Opinião/Informação:
Não há nenhuma novidade no discurso requentado de lideranças da Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Falar em “manter a floresta em pé”, “conectividade” e “desenvolvimento sustentável” é chover no molhado; isso já está no papel, nos discursos de gabinete e na cabeça de qualquer cidadão há décadas. O interior do Amazonas não precisa de mais obviedades teóricas ou de marketing verde. Precisa de prestação de contas real e de resultados palpáveis na vida de quem vive na floresta.
Quando se fala em cifras astronômicas captadas em nome da preservação e do homem do interior, a retórica bonita precisa ceder espaço à matemática da eficiência. A grande pergunta que ecoa é simples: O que mudou com os os R$ 500 milhões recebidos pela FAS ao longo de sua existência? O tempo em que organizações não governamentais operavam acima de qualquer questionamento apenas por sustentarem uma bandeira ambiental chegou ao fim. O Amazonas quer ver a floresta preservada, mas exige respeito com o caboclo, com o produtor familiar e com os recursos captados em nome do nosso estado. Menos discurso repetido e mais transparência nos números. Não me cansarei de cobrar, é meu papel de jornalista e de ex-servidor público federal. Abaixo, postagem da ONG FAS.
THOMAZ RURAL


