Opinião/Informação:
É preciso fazer um adendo a essa manchete do jornal ÀCRÍTICA: essa realidade não se restringe aos municípios do interior, mas dita as regras na prefeitura da nossa capital também. O Marcos Rotta deveria ter sido mais claro sobre o real motivo de ter sido escanteado e deixado de lado pela atual gestão da Prefeitura de Manaus. A razão é muito simples: a força das emendas parlamentares enviadas pelo senador Eduardo Braga. Não afirmo que haja algo de errado nessa articulação — nem por parte do senador, nem da Prefeitura —, mas é preciso colocar a verdade dos fatos na mesa. Até bem pouco tempo, Eduardo Braga mantinha um aliado de primeira hora, Jesus Alves, ocupando uma secretaria na gestão de David Almeida. Esse é um detalhe que Rotta omitiu, mas que deveria ter exposto para deixar o cenário transparente ao eleitor. Quem lê este blog sabe que já faz tempo que venho alertando sobre o fluxo das emendas de Eduardo Braga e Omar Aziz para a gestão do David. Repito: não se trata de apontar irregularidades, mas de reconhecer a ligação que sustenta a política. Lembro, apenas, que emenda parlamentar é recurso nosso, suor do contribuinte, e não dinheiro de político. Eles apenas direcionam as verbas. Na minha opinião, o uso intenso dessa máquina torna a disputa eleitoral completamente desigual para quem tenta entrar na política sem esse mesmo poder de barganha. O que os órgãos de controle deveriam estar fazendo, de forma rigorosa, é acompanhar de perto para garantir que 100% dessas emendas sejam aplicadas no seu objetivo final. Infelizmente, o que acompanhamos na imprensa nacional é que isso nem sempre acontece, e parte do recurso acaba se perdendo “pelo meio do caminho” — uma sina muito parecida, aliás, com o que acontece com o dinheiro de algumas ONGs ambientalistas.
THOMAZ RURAL





