O Brasil é um país rico. O Amazonas também. Apesar dos sucessivos casos de corrupção e do constante saque aos cofres públicos, ambos ainda resistem graças ao potencial econômico que possuem.
Não aceito que o debate eleitoral fique restrito à saúde, à educação e à segurança pública. São áreas essenciais, sem dúvida, mas também são justamente aquelas em que se concentram alguns dos maiores escândalos de corrupção e, contraditoriamente, onde a população recebe serviços de baixa qualidade. É preciso discutir as causas estruturais dos problemas, e não apenas seus efeitos.
No Amazonas, um tema inadiável é o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). Sem essa ferramenta de ordenamento territorial, econômico e ambiental, qualquer nova proposta de desenvolvimento continuará esbarrando na insegurança jurídica e na falta de planejamento. O ZEE precisa entrar definitivamente na pauta eleitoral.
Outro ponto indispensável é o debate sobre o destravamento da mineração e do agronegócio, sempre com respeito à legislação. Fortalecer essas atividades significa gerar emprego, renda, arrecadação e impulsionar o comércio, a indústria e os serviços em todo o estado.
Também espero ouvir dos candidatos propostas concretas para garantir a segurança do Polo Industrial de Manaus e da Zona Franca de Manaus. Os ataques ao modelo continuam, e nem mesmo a Reforma Tributária conseguiu afastar completamente as incertezas sobre seu futuro.
Além disso, é impossível ignorar os desafios logísticos. Com a recorrente seca dos rios e a BR-319 alternando entre poeira e lama, o custo do transporte aumenta e compromete praticamente todas as atividades econômicas do Amazonas.
No debate da Band, não quero assistir a uma disputa para saber quem desviou mais ou menos recursos públicos. Quem acompanha a política já conhece boa parte dessa história. Quero ouvir propostas objetivas para reduzir a corrupção, fortalecer os mecanismos de controle e impedir que o dinheiro público continue sendo desperdiçado. A Lei da Ficha Limpa, sozinha, mostrou que não foi suficiente para resolver esse problema.
Abaixo, matéria de ÀCRÍTICA…





