Opinião/Informação:
Eu ainda não estou acreditando nesse vídeo, nessa afirmativa. Pior de tudo é ver o silêncio do Eduardo, Omar e Wilson para esses ongueiros. Será que a ideia de criar essa ONG em 2008 já não foi pensando em ser a intermediária da grana dos países poluidores?. Ainda espero posicionamento do Cidade, Maria do Carmo e David com relação a essas ONGs. Ver o relatório da CPI das ONGs e ouvir essa discurso macio na Alemanha que visa captar mais dinheiro é inaceitável. A recente declaração do líder da ONG Fundação Amazônia Sustentável (FAS), ao afirmar que recursos internacionais enviados diretamente às comunidades rurais são “mal aplicados”, revela muito mais do que uma simples opinião: expõe a visão paternalista de quem lucra sendo o intermediário da preservação. A narrativa de que o homem e a mulher do interior precisam de “capacitação institucional” das ONGs para gerir dinheiro serve apenas a um propósito: justificar o repasse de milhões para as contas dessas próprias organizações. O discurso de que as comunidades não sabem gerir fundos cai por terra diante dos fatos expostos pela CPI das ONGs. O que as investigações no Congresso Nacional mostraram ao Brasil é que a verdadeira má aplicação de recursos ocorre, frequentemente, quando o dinheiro passa pelo caixa dessas entidades, das ONGs. É no mínimo contraditório que lideranças do terceiro setor apontem o dedo para a suposta incapacidade dos ribeirinhos, enquanto silenciam sobre suas próprias contas. Até hoje, a sociedade amazonense aguarda explicações claras sobre os milhões pagos em “assistências técnicas” e consultorias astronômicas para engenheiros e salário de diretores, recursos que deveriam estar mudando a realidade de quem vive na floresta, mas que acabam sustentando a burocracia de escritórios luxuosos. Chegou a hora de mudar a lógica do financiamento internacional na Amazônia:
- Protagonismo Real: O ribeirinho, o indígena e o produtor rural não são enfeites de vitrine para “ongueiros” usarem em apresentações de Power Point na Europa para captar dinheiro.
- Fim da Intermediação: Os recursos internacionais devem ir direto para a conta de quem vive na ponta, sofre as privações do isolamento e, de fato, protege a floresta.
- Chega de Tutela: O povo amazônida não é incapaz. Eles são os verdadeiros guardiões do nosso estado e sabem exatamente do que suas comunidades precisam.Usar a proteção ambiental como desculpa para travar o desenvolvimento do Amazonas e manter nosso povo na pobreza, dependente de migalhas institucionais, não é sustentabilidade — é exploração. A verdadeira bioeconomia e a preservação só acontecerão quando os bilhões investidos no nome da Amazônia chegarem, sem pedágios e sem intermediários, no bolso de quem acorda todos os dias sob a copa das árvores.
THOMAZ RURAL


