SEMSA, SENAI, FIEAM, MPT e TRT pautam a saúde ocupacional do trabalhador

Prevenção e valorização da vida pautam evento sobre saúde do trabalhador

A promoção da saúde e da segurança no ambiente de trabalho esteve no centro das discussões do evento “Cuidar de quem produz é fortalecer o desenvolvimento”, realizado nesta sexta-feira (31), no auditório Arivaldo Silveira Fontes, do SENAI Amazonas. Promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa Manaus), por meio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest Regional Manaus), com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), a programação reuniu representantes da indústria, do poder público, do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e especialistas em saúde ocupacional.

Em alusão ao Dia Nacional da Prevenção de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho, celebrado em 27 de julho, o encontro teve como objetivo fortalecer a cultura da prevenção, ampliar o diálogo entre as instituições e incentivar a adoção de práticas que contribuam para ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e produtivos.

Representando o presidente da FIEAM, Antonio Silva, o diretor da instituição, Rildo Oliveira, destacou que a saúde e a segurança dos trabalhadores são pilares para o desenvolvimento sustentável da indústria e fazem parte da estratégia das empresas comprometidas com a valorização das pessoas. “Para o setor industrial, a segurança e a saúde dos trabalhadores vão muito além do cumprimento de obrigações legais. Elas representam um compromisso ético e um investimento estratégico. Afinal, nenhuma organização alcança resultados sustentáveis sem preservar aquilo que possui de mais valioso: as pessoas.”

Segundo Rildo, investir em prevenção significa proteger vidas, reduzir afastamentos, elevar a produtividade e aumentar a competitividade das empresas. O diretor também ressaltou que a FIEAM incentiva continuamente as indústrias amazonenses a fortalecerem a gestão de riscos, a capacitação permanente e a participação conjunta de empregadores e trabalhadores na construção de ambientes laborais mais seguros.

Na abertura da programação, a diretora da diretoria de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e Saúde do Trabalhador (DVAE) da Semsa Manaus, Marinélia Ferreira, destacou que a prevenção deve fazer parte da rotina das organizações e passa pelo cumprimento dos protocolos de segurança, pelo uso adequado dos equipamentos de proteção individual e pela conscientização dos trabalhadores.

A juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), Yone Cardoso, afirmou que a prevenção precisa deixar de ser apenas um conjunto de normas para se transformar em uma prática incorporada ao cotidiano das empresas. “A prevenção se torna cultura quando é falada, quando é repetida e quando é vivida coletivamente. Ela sai do papel e passa a fazer parte da rotina.”

A juíza também chamou a atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre a saúde ocupacional, considerando não apenas os acidentes físicos, mas também os impactos das condições de trabalho sobre a saúde mental dos trabalhadores.

Representando o Ministério Público do Trabalho no Amazonas e Roraima (MPT), a procuradora-chefe, Joali Ingracia de Oliveira, destacou a parceria entre o MPT e o Cerest na construção de políticas públicas voltadas à proteção da saúde dos trabalhadores e à promoção de ambientes laborais mais seguros.

As palestras técnicas apresentaram orientações práticas para empresas e profissionais da área. A engenheira de Segurança do Trabalho do Cerest Regional Manaus, Ercília Soares, abordou os principais riscos ocupacionais identificados nas inspeções realizadas pelo órgão, entre eles riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e psicossociais. Segundo ela, o gerenciamento contínuo desses fatores é fundamental para prevenir adoecimentos e reduzir acidentes no ambiente de trabalho.

Na sequência, a mestre em Gestão de Serviços de Saúde e técnica do Cerest Regional Manaus, Socorro Soares, explicou a importância de identificar a relação entre o adoecimento e a atividade profissional exercida pelo trabalhador. Ela destacou que conhecer a ocupação do paciente é um passo essencial para reconhecer doenças relacionadas ao trabalho e garantir a notificação adequada dos casos, permitindo que o poder público desenvolva ações de vigilância e prevenção.

Ao sediar e apoiar iniciativas como esta, a FIEAM contribui para aproximar a indústria dos órgãos públicos e das instituições responsáveis pela promoção da saúde do trabalhador, estimulando o compartilhamento de conhecimento e a adoção de práticas preventivas que fortalecem a segurança, a qualidade de vida e a sustentabilidade das relações de trabalho no Amazonas.

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