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O silêncio político, da Conab e de lideranças pesqueiras é assustador…

Opinião/Informação

Esta já deve ser a quinta postagem que faço alertando a GRANDE safra de PESCADO popular que está acontecendo no Amazonas, em vários municípios. A inoperância da superintendência da Conab no Amazonas é de assustar. Mais assustador ainda é o silêncio da Conab/Brasília e do representante político que indicou a atual gestão. Continuo fazendo minha parte, porque sei que os rios vão secar, o peixe vai sumir, até morrer, e agora era o momento de colocar renda justa no bolso do pescador. Estou falando de ter montado alguns postos do PAA/COMPRA DIRETA de pescado popular que até Resolução do Grupo Gestor já tem desde 2012. Quanto aos projetos de PAA/COMPRA COM DOAÇÃO SIMULTÂNEA de PESCADO continuo afirmando que há necessidade extrema de uma supervisão. Os atuais projetos e os que já finalizaram. Nesse aspecto, vejo lideranças pesqueiras, que gostam de se manifestar nas redes sociais, mas estão caladinhas quando falo da supervisão nos projetos do PAA/CDS de pescado. Vai chegar a SECA e vou mostrar o quanto desperdiçamos de oportunidade de gerar renda e alimentar quem tem fome.

THOMAZ RURAL

2 comentários sobre “O silêncio político, da Conab e de lideranças pesqueiras é assustador…

  • A CONAB de hoje já não é a mesma da época em que você esteve à frente da instituição. Sua manifestação retrata uma realidade que muitos representantes da pesca têm percebido.

    Na minha avaliação, o acesso à CONAB no Amazonas tornou-se excessivamente dependente de indicações políticas. Como representante da categoria, encaminhei diversos ofícios por e-mail solicitando diálogo e providências, mas, até o presente momento, não obtive qualquer manifestação oficial.

    Infelizmente, a categoria acabou se acostumando a receber muito pouco em troca do apoio político que frequentemente oferece. E o problema não se limita ao acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Existem diversas outras políticas públicas voltadas ao fortalecimento da pesca artesanal que permanecem pouco acessadas pelos pescadores. Enquanto isso, grande parte das entidades ficou limitada à emissão de carteiras e às demandas relacionadas ao Seguro-Defeso.

    Na prática, a política passou a ocupar um espaço muito maior dentro das entidades representativas, que, em muitos casos, perderam sua identidade e sua missão institucional.

    É importante lembrar que sindicatos e colônias possuem uma função bem definida: representar os pescadores na defesa de seus direitos trabalhistas e previdenciários, por serem entidades com registro no Ministério do Trabalho e Emprego.

    Já as associações deveriam assumir o protagonismo na organização da produção, no fortalecimento da comercialização e no acesso às políticas públicas de incentivo, como o PAA, o PNAE, os programas da ADS, feiras, mercados institucionais e demais oportunidades de geração de renda.

    Entretanto, a centralização das atenções no Seguro-Defeso e a influência dos acordos políticos acabaram enfraquecendo esse papel estratégico, deixando em segundo plano iniciativas capazes de promover desenvolvimento econômico, agregar valor à produção e garantir autonomia aos pescadores artesanais.

    O Amazonas vive, neste momento, uma grande safra de pescado popular. É justamente agora que deveríamos ampliar a compra institucional, fortalecer o PAA e garantir renda ao pescador, ao mesmo tempo em que alimento de qualidade chegaria às famílias em situação de insegurança alimentar. Se perdermos essa oportunidade, durante a seca veremos, mais uma vez, o desperdício de um enorme potencial econômico e social.

    Joceni Oliveira

    Resposta
  • Pingback: Opinião de leitor sobre matéria da CONAB AM – Thomaz Rural

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