Sem sentido essas exonerações no IDAM. Até o governador perde com isso…

Opinião/Informação:

Vi no grupo do setor primário que o Jaime Gatenha também foi exonerado após 14 anos à frente da Unidade Local do IDAM. Sei que o cargo é de confiança do governador e, portanto, ele tem todo o direito de promover as mudanças que considerar necessárias. Contudo, sinceramente, não acredito que, a apenas dois meses da eleição, nem mesmo o ex-ministro Roberto Rodrigues conseguiria promover uma revolução em Beruri ou na Vila Rica de Caviana. Aliás, Caviana tem uma história importante. Foi lá que a Conab realizou, em 2005, a primeira compra de arroz do Brasil pelo PAA/Compra Direta. Lembro bem da luta que foi para viabilizar aquela operação, já que o arroz estava em casca. Mesmo assim, conseguimos fazer a compra e beneficiar o produtor. Exonerar um gestor poucos meses antes da eleição pode significar perda de apoio político e, principalmente, prejudicar a continuidade do atendimento ao produtor rural. Na minha avaliação, o mais sensato seria manter quem já conhece a realidade local. Depois da eleição, caso o governo seja reeleito, haveria tempo suficiente para avaliar o desempenho do gestor e, se fosse o caso, promover mudanças de forma planejada. Fazer alterações “na tora”, como diz o ditado popular, acaba gerando desgaste para todos os envolvidos, até perda de votos. Também conheço o Jaime de perto. Foi um parceiro importante durante o período em que estive à frente da Superintendência da Conab no Amazonas, sempre demonstrando compromisso com o setor primário e com os produtores rurais.

THOMAZ RURAL

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