Opinião/Informação:
Recentemente foi celebrado o Dia do Engenheiro Florestal. A data me fez lembrar de uma declaração do dirigente da ONG FAS, que afirmou ter destinado milhões de reais para o pagamento de engenheiros florestais, engenheiros de pesca e engenheiros agrônomos. Não estou inventando nada. Basta assistir ao vídeo abaixo.
No entanto, até hoje a sociedade não conhece o nome do engenheiro florestal que teria recebido esse expressivo valor, nem quais foram os resultados concretos desse investimento. Em quais comunidades houve aumento da produção de farinha, banana, pescado ou de outras atividades produtivas? Onde estão esses números e esses beneficiários? Sem conhecimento de produção, o titular usa e abusa do “ETC”.
Também causa estranheza o silêncio de importantes lideranças políticas do Amazonas sobre essa ONG, que há muitos anos mantém relação com o governo estadual. Gostaria de conhecer o posicionamento dos senadores Eduardo Braga, Omar Aziz e Wilson Lima. Também dos pré-candidatos ao governo, Roberto Cidade, David Almeida e da Maria do Carmo.
Até o momento, quem tenho visto cobrar explicações de forma mais enfática é o senador Plínio Valério. Até documento enviou à ONG, mas sem resposta. Sua atuação tem sido marcada por questionamentos em defesa do caboclo amazônida, que foi quem, ao longo das gerações, efetivamente contribuiu para manter a floresta em pé e que, infelizmente, continua vivendo no interior sem as condições de dignidade que merece.
Até agora estou esperando um posicionamento do CREA que tem obrigação de abrir mercado para esses profissionais. Como não tem resposta, a ALEAM precisa abrir CPI para saber o que entrou, para onde foi e o que foi feito. Logicamente, checando valores e compatibilidade.
THOMAZ RURAL




3 comentários sobre “A pergunta continua: quem são os engenheiros e os resultados?”
Se a sua convicção é de que tudo está sendo feito de forma errada, fica uma pergunta sincera: por que, em vez de apenas criticar quem está fazendo, você não demonstra na prática como fazer melhor?
É muito fácil apontar defeitos do lado de fora. Difícil é reunir pessoas, captar recursos, executar projetos, prestar contas e entregar resultados para as comunidades. Quem acredita ter uma solução superior tem sempre a oportunidade de apresentá-la e colocá-la em prática.
A crítica tem seu papel quando vem acompanhada de propostas e exemplos. Caso contrário, corre o risco de se resumir a comentários sobre o trabalho de quem, concorde-se ou não, está efetivamente fazendo.
Quando vc me apresentar o CPF dos engenheiros eu te mostro no meu blog os CAMINHOS que aponto há décadas. Aliás, o artigo do titular da oNG que vc defender descobriu, só hoje, que o interior precisa de energia, internet e água. Um dia vc dará razão.
Mano, o que tô sugerindo é para vc fazer melhor!