Dois pesos, duas medidas: Lá pode tudo, aqui não pode nada?

Opinião/Informação:

O vídeo abaixo mostra a realidade nua e crua de como os Estados Unidos tratam o meio ambiente quando o assunto é o desenvolvimento e a qualidade de vida da sua população. Em Orlando, o “tratoraço” passa sem rodeios, a floresta dá lugar à infraestrutura e a justificativa é clara: melhorar a vida de quem mora lá. Nada contra o progresso deles — eles certamente sabem o que fazem pelo seu povo. O que não dá para aceitar é que países que já destruíram suas próprias florestas, que não replantam e que atropelam o verde que restou, queiram vir à Amazônia nos dar lição de moral sobre como manter a floresta em pé. Nós já fazemos o nosso dever de casa. O Amazonas mantém 80% de sua cobertura florestal protegida para cumprir o Código Florestal. Nós preservamos 97%. Mas o que o povo amazonense ganha em troca desse serviço ambiental gigantesco prestado ao planeta? Absolutamente nenhum centavo.

Enquanto o mundo aplaude a nossa floresta em pé, o nosso povo paga a conta dessa dignidade internacional com o isolamento, a falta de água potável, a falta de energia confiável, a falta de internet e a ausência de um Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) que funcione. O povo do Amazonas está sendo condenado à miséria em nome do ativismo de quem vive no asfalto e no ar-condicionado na Europa ou nos EUA.

O contraste da injustiça:

  • Lá fora: O licenciamento é ágil, a obra acontece e o progresso chega rápido para o cidadão.
  • Aqui dentro: Nos 20% que a lei nos permite produzir, esbarramos em uma burocracia ambiental lenta, travada e asfixiante. Nem o que é de direito a gente consegue produzir com agilidade.

Não queremos a destruição do Amazonas, mas também não aceitamos o isolamento e a miséria do nosso povo. É revoltante ver o silêncio complacente das autoridades e dos poderes diante de famílias sem o mínimo de dignidade para viver.

CHEGA! Preservar não pode ser sinônimo de castigar quem mora na floresta. Se a floresta em pé tem valor para o mundo, que comecem a pagar a quem cuida dela. O que não dá é para aceitar que lá fora o progresso corra a jato, enquanto aqui o nosso povo morra de fome devagar. Só ongueiros e ONGs se beneficiam da floresta em pé. ACORDA AMAZONAS! As ONGs ambientalistas recebem recursos do estrangeiro para travar nosso desenvolvimento. Isso não é justo com nosso povo!

THOMAZ RURAL

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