PIM/ZFM: Chega de justificativa ambiental para um modelo que é econômico

Opinião/Informação:

Pelo visto, nunca terá fim o ataque de São Paulo ao modelo econômico do Polo Industrial de Manaus e da Zona Franca de Manaus (PIM/ZFM). Mas o pior cenário ainda está por vir: o dia em que São Paulo descobrir que o nosso modelo não tem qualquer ligação real com a tese da “Floresta em Pé”. Isso por razões óbvias — matemáticas, até. Na coluna Sim & Não deste fim de semana, tem o registro de que o senador Eduardo Braga novamente tocou no jargão da “floresta em pé”. O senador Eduardo Braga, que conhece profundamente as entranhas do modelo, sabe muito bem como as coisas funcionam (argumentos técnicos) e nem precisa apelar para essa mentirosa narrativa ambiental para defender o Amazonas. Sejamos realistas e pragmáticos: se até os igarapés de Manaus estão completamente poluídos e degradados, não faz o menor sentido lógico ou prático afirmar que a floresta do interior ficou em pé por causa das indústrias do Distrito Industrial. O PIM protege a capital, gerando emprego onde a infraestrutura está posta. Vincular a preservação do interior a isso é um malabarismo retórico que desaba diante dos fatos. Temos um interior completamente entregue ao desemprego, aos ilícitos. Há mais um detalhe crucial que precisamos encarar: não adianta termos salvaguardas na Constituição Federal e muito menos o texto da recente reforma tributária. O apetite fiscal e a ganancia econômica de São Paulo sempre encontrarão uma brecha para atacar o Amazonas sem piedade. A defesa da Zona Franca precisa ser intransigente e baseada estritamente em argumentos técnicos e econômicos. O fim do modelo não significaria um ganho para o Brasil, mas sim o caos total para o nosso Estado. Esse risco iminente é o fruto direto de duas grandes falhas:

  • O Engessamento Ambiental: Que impede o desenvolvimento de infraestrutura básica e logística no interior.
  • O Abandono de Outras Matrizes Econômicas: Ao longo de cinco décadas, o Estado se submeteu e se acomodou à dependência exclusiva dos incentivos fiscais do PIM.

Como não fizemos o nosso dever de casa ao longo desses cinquenta anos — deixando de estruturar o setor primário, o agronegócio familiar, a bioeconomia e a logística de transporte —, o povo pobre do interior, e também da capital, continua sofrendo pela total ausência de alternativas econômicas viáveis. Se o modelo ruir, é melhor passar o cadeado no Estado, apagar as luzes e entregar as chaves diretamente para as ONGs ambientalistas que atuam defendendo os interesses de países que já poluiram o planeta e continuam com a economia de chaminés. Temos 97% da floresta em pé, 60% do povo com fome, direito constitucional ao modelo PIM/ZFM e nem assim respeitam. É sacanagem com o meu Amazonas! Vamos expusar essa ONGs ambientalistas do nosso estado, destravar o interior e tornar legal o que hoje é ilegal dentro dos 20% que nos é permitido pelo código florestal. Esse o caminho! Se pode lá fora, aqui também pode!

THOMAZ RURAL

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