Opinião/Informação:
Esse é o documento de 15 páginas com todas as diretrizes para a execução do ZEE do Amazonas. É evidente que os valores previstos para sua implementação precisam ser atualizados. Hoje, o custo já ultrapassa R$ 50 milhões — um valor pequeno diante dos bilhões que circulam em nome da “Amazônia”, muitas vezes destinados a ONGs ambientalistas que não entregam resultados compatíveis com os recursos recebidos.
Nem Eduardo Braga, nem Omar Aziz, nem Wilson Lima, nem Marina Silva, tampouco as grandes ONGs quiseram, de fato, tirar o ZEE do papel. E estamos falando de uma ferramenta prevista há décadas na Política Nacional de Meio Ambiente.
O motivo? No meu entendimento, existe interesse em manter o Amazonas engessado por meio de UCs, RESEX, RDS, APA e outras modalidades que restringem o desenvolvimento sem apresentar alternativas concretas para quem vive no interior.
Pessoalmente, estive na SEMA em 2019, ainda nos primeiros 100 dias do governo Wilson Lima, levando essa pauta para avançar, pois havia sido compromisso de campanha. Até hoje, nada aconteceu. Em 2021, a própria SEMA empurrou a responsabilidade para a SEDECTI.
Não sei qual será a posição do governador Roberto Cidade, mas ainda há tempo para iniciar esse processo. Contudo, sem mudanças profundas na SEMA, onde existem atores ligados ao ambientalismo ideológico e contrários tanto à BR-319 quanto ao próprio ZEE, nada vai avançar.
A pergunta que fica é: qual a razão de tanta força desses setores ongueiros? Será a captação de recursos internacionais que chegam carimbados e não alcançam quem está na ponta? Será o mercado de crédito de carbono?
Aliás, esse “crédito de carbono”, que até hoje não colocou dinheiro no bolso de quem realmente preserva, já começa a aparecer envolvido em denúncias e escândalos na imprensa.
Teremos eleições em outubro de 2026. Já vi o ZEE no plano de Omar Aziz e espero vê-lo também nos projetos de Roberto Cidade, Maria do Carmo e David Almeida. Mas uma coisa é certa: enquanto a SEMA continuar dominada por setores que não querem o ZEE, ele jamais sairá do papel.
THOMAZ RURAL


