Opinião/Informação:
Toda atividade ilegal deve ser combatida. Zero dúvida da minha parte. Contudo, pelas imagens divulgadas pela PF de Rondônia, é possível ver uma área extensa e com equipamentos pesados. A pergunta que fica é: por que os satélites que já monitoram a Amazônia não identificaram isso antes? Como esses equipamentos pesados chegaram a um local de difícil acesso?
Nas imagens da ação da PF, vemos pessoas correndo. Mas será que o verdadeiro dono do garimpo está ali, correndo para se esconder? Será que é ele quem opera as máquinas? Certamente não! Quem articula a logística, impede o monitoramento e organiza a saída do ouro?
Na minha opinião, os principais responsáveis por toda essa estrutura estão muito longe dali. Porém, quem acaba pagando a conta, quase sempre, é o caboclo que, sem oportunidades de emprego legal e digno, termina sendo empurrado para a ilegalidade.
Mais uma vez, volto a citar trechos da entrevista do ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saravia, autor do livro Selva. Enquanto não houver punição para quem financia, articula e viabiliza toda essa logística criminosa, continuaremos apenas “enxugando gelo”.
E fica outra reflexão: será que não é possível discutir formas de tornar determinadas atividades legais, dentro de critérios rigorosos, com controle ambiental, fiscalização e apoio da ciência? Em outros países, inclusive nos que colocam dinheiro para ONGs ambientalistas, existe a mineração. Digo isso olhando para a realidade de muitos caboclos amazônidas que preservaram a floresta em pé durante décadas, mas continuam vivendo na miséria, muitas vezes doentes e com fome. Veja o que disse o delegado Alexandre Saraiva sobre “satélites”.
THOMAZ RURAL






