Opinião/Informação:
Mais uma vez, o deputado estadual João Luiz ocupa a tribuna da ALEAM para ecoar pautas fundamentais ao agronegócio familiar e empresarial do Amazonas. Em seu pronunciamento, destacou a urgência do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE-AM) e a desburocratização da Licença Ambiental.
Potencial agropecuário temos de sobra; basta analisar os 21 projetos prioritários do IDAM e as tecnologias disponibilizadas pela EMBRAPA. No vídeo, o parlamentar chega a citar a nossa cafeicultura, que hoje caminha a passos largos. É louvável ver o Legislativo abraçar as demandas de entidades como FAEA, OCB, FETAGRI e UNICAFES — pautas estas que, historicamente, são entregues aos candidatos ao Governo e que, certamente, retornarão ao debate em breve.
No entanto, com a experiência de quem vive o setor há décadas, afirmo: o ZEE ainda não saiu porque setores do ambientalismo encastelados em cargos públicos não permitem. O foco parece ser um só: manter o Amazonas engessado em unidades de conservação e limitações produtivas.
É curioso notar que nem a ministra Marina Silva, nem o MPF, cobram efetivamente o ZEE do Amazonas, embora ele seja pilar da Política Nacional de Meio Ambiente. Com o “onguismo” ditando o ritmo da SEMA, o zoneamento corre o risco de nunca ver a luz do dia. Vale lembrar que o governador Wilson Lima determinou a execução pública do ZEE por duas vezes e foi ignorado pela própria pasta. Mesmo assim, manteve o secretário. Qual seria a razão? Roberto Cidade assumiu, promoveu mudanças, mas, até agora, a área ambiental segue sob a mesma inércia.
THOMAZ RURAL


