Opinião/Informação:
Tenho grande respeito pelo senador Eduardo Braga, mas para quem acompanha o assunto ONGs ambientalistas, BR-319 e a CPI que aconteceu no Senado Federal, esse PL é uma peça teatral gigantesca, é querer me enganar como eleitor amazonense. É melhor assumir erros e cobrar as ONGs que o senador conhece muito bem. Já disse e volto a repetir, é preciso que o senador Eduardo Braga se posicione sobre ONGs que atuam em Manaus, em especial a FAS e o IDESAM. O recente Projeto de Lei protocolado pelo senador Eduardo Braga, sob o pretexto de garantir transparência em ONGs financiadas por capital estrangeiro, soa como um esforço tardio de quem resolveu “chover no molhado”. Essa pauta que já foi exaustivamente trabalhada pela CPI das ONGs em 2023. Naquela ocasião, enquanto o senador Plínio Valério liderava os trabalhos e expunha as entranhas do terceiro setor que atua na Amazônia, Braga manteve-se ausente assistindo de longe ao desenrolar de investigações que culminaram justamente em recomendações de transparência e controle agora “recriadas” em seu projeto. Basta ler o relatório final da CPI das ONGs. Além disso, a proposta de criar selos de financiamento e portais de transparência nominal ignora o fato de que os “vilões” do desenvolvimento regional não estão exatamente escondidos. Basta um clique no site do Observatório do Clima ou de outras entidades que sistematicamente trabalham contra o asfaltamento da BR-319 para identificar quem são seus financiadores internacionais. O próprio senador já citou alguns nomes. O problema do Amazonas nunca foi a falta de nomes, mas sim a falta de uma postura firme e unificada que impeça esses interesses externos de ditar o ritmo da nossa infraestrutura. Ao tentar carimbar como sua uma pauta que Plínio Valério já pavimentou, Braga parece mais interessado em disputar o protagonismo político do que, de fato, em desatar os nós que impedem o progresso do nosso interior. Soberania se defende com ações práticas e apoio a quem já está na trincheira, não com projetos de lei que apenas replicam o que já foi dito e proposto. Mais um detalhe: Tem uma ONG que o senador conhece bem que se chama FAS que, até, hoje, passados três anos da CPI, não deu o nome dos profissionais das área de agronomia, florestal e pesca que prestou “assistência técnica” nas unidades de conservação. Pelo que sei está ignorando o Senado Federal. Seria bom cobrar, pois essa ONG, assim como seu superintendente, que foi seu secretário de meio ambiente, não querem o asfaltamento da BR-319. É só clicar no link abaixo para ver quem faz parte do Observatório do Clima. Veja vídeo do titular da ONG FAS quando esteve na CPI das ONGs. Também disponibilizo vídeo do senador Plínio Valério que fala dos PLs.
THOMAZ RURAL
https://oc.eco.br/institucional/quem-somos


