Opinião/Informação:
É lamentável observar como perfis de grande alcance, operados a milhares de quilômetros de distância, insistem em utilizar a Amazônia como cenário para manchetes apavorantes. A postagem recente sobre o vírus Oropouche é um exemplo clássico de como a busca por cliques e engajamento pode “engessar” o desenvolvimento de um estado inteiro. A imagem de um inseto gigante aliada a um título que sugere uma ameaça que “saiu da Amazônia” cria um estigma injusto. Primeiramente, falta rigor histórico: a doença foi identificada pela primeira vez em Trinidad e Tobago, no Caribe, em 1955 — e não em solo amazônico. Segundo, o tom alarmista ignora que convivemos com desafios de saúde pública há décadas com resiliência, e não com pânico. Quem terá coragem de visitar nossas belezas naturais ou conhecer o interior do Amazonas ao ser bombardeado por uma comunicação que foca apenas no medo? Esse tipo de narrativa:
- Prejudica o Turismo: Afasta o visitante que busca a floresta, transformando potencial econômico em receio infundado.
- Invalida o Desenvolvimento: Atrapalha o trabalho de quem defende a infraestrutura, a tecnologia e a conectividade no interior.
- Gera Desinformação: Os números e a origem da doença não batem com a “embalagem” sensacionalista da postagem.
Precisamos de uma comunicação que entenda a Amazônia como solução e polo de oportunidades, e não como uma fábrica de notícias negativas para assustar o resto do Brasil. A nossa região merece respeito e uma análise técnica que reconheça o esforço de quem vive e produz aqui.
Qual autoridade, de todos os poderes, do Amazonas vai ponderar essa postagem? Alguma ONG que fala em TURISMO ecológico, de base comunitária, vai se posicionar?
Fiz minha parte!
THOMAZ RURAL


